Agronegócio

Produtor de leite em Glória de Dourados triplica produção com orientações do Mais Leite

Em pouco menos de dois anos a produção de leite saltou de 150 para 600 litros diários ao adotar manejo adequado.
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O produtor de leite Juracir Ferro, proprietário do Sítio Alto Bonito, em Glória de Dourados, comprovou resultados positivos na atividade ao adotar as orientações técnicas da metodologia de ATeG – Assistência Técnica e Gerencial do SENAR/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Em pouco menos de dois anos a produção de leite saltou de 150 para 600 litros diários ao adotar manejo adequado e uma suplementação ainda pouco utilizada pelos bovinocultores, que é a massa do resíduo de mandioca descartado nas empresas de fécula do tubérculo mais consumido no Estado.

A assistência começou com o diagnóstico da propriedade e do rebanho composto por animais da raça holandesa (1/2 sangue). Com manejo do pasto, sistema de piqueteamento e aumento de ordenha para duas vezes ao dia, Ferro verificou as primeiras modificações. “No começo não acreditei na ideia e disse ao técnico que o trabalho ia aumentar e não veria resultado. Mas acabei aceitando e minha surpresa foi grande”, comenta divertido.
Juracir Ferro alimenta os animais com volumoso feito com massa de mandioca.
Juracir Ferro alimenta os animais com volumoso feito com massa de mandioca.

O produtor sempre teve contato com a atividade de leite e explica o porquê de ter incluído na alimentação o resíduo de mandioca. “Há alguns anos eu tinha experimentado, mas, não compensava comprar em pouca quantidade e o produto é vendido por caminhão. Atualmente com orientação do técnico utilizo a massa como volumoso misturado com ração de proteína e o resultado foi fantástico na produção, tanto que compro duas toneladas da massa em uma fecularia aqui no município”, reforça.

No total, 45 produtores de leite recebem atendimento do programa Mais leite na região considerada a bacia leiteira de Mato Grosso do Sul e que foi pioneira na compra de matrizes com alta performance provenientes da Argentina. Segundo o produtor rural, Edgar Yamato, o início da década de 2000 protagonizou o desenvolvimento da criação entre os produtores, no entanto, os altos custos com a atividade ainda são fatores que impedem uma melhor rentabilidade. “Já fomos considerados a capital do produto no Estado, o qual é nossa principal atividade econômica. Com o início do atendimento oferecido pelo SENAR/MS estamos testemunhando a retomada do crescimento, mas precisamos ter um custo benefício maior para que os produtores possam ter um bom retorno financeiro e qualidade de vida”, argumenta.

Prata da Casa – O médico veterinário responsável pelo atendimento do ATeG na região é Marcelo Ito que também mora no município e conhece a realidade das propriedades. Ele destaca que procura esclarecer os produtores sobre a necessidade de se produzir leite com qualidade. “Os laticínios reconhecem e gratificam a produção que atende às exigências sanitárias como sanidade, gordura e proteína, pagando melhor pelo litro. Aqui na propriedade do Juracir aplicamos todos os protocolos e o resultado veio em pouco tempo”, observa.

Ito destaca que, em razão da experiência do produtor, as principais adequações foram feitas na parte de alimentação. “Indicamos cursos de manejo oferecidos pelo SENAR/MS para bovinocultura de leite, apontamos o melhor método de alimentação e explicamos a importância de aumentar o número de ordenhas. O impacto de curto prazo foi aumentar a produtividade por animal de sete para 10 litros”, acrescenta.

Questionado sobre o planejamento da propriedade, Ferro revela que já tem tudo apontado em anotações discutidas com o técnico de campo do Mais Leite. “Tive que comprar um resfriador de leite com capacidade de mil litros, pois, o anterior não comportava mais. Iniciei o processo de adubação de pasto e quero investir na compra de mais matrizes”, complementa.

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