Produtores afirmam que cana pode melhorar economia no MS

Agronegócio

Produtores afirmam que cana pode melhorar economia no MS

Para o presidente do Biosul, Roberto Hollanda, o Estado passa de perspectiva para realidade no setor de biocumbustíveis
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Lançada na segunda-feira (20), a terceira edição do Congresso de Tecnologia da Canasul (Cadeia Produtiva da Cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul) que irá contar com presença de representantes nacionais do setor. O Canasul 2009 será nos dias 24 e 25 de agosto no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.

Para o presidente do Biosul, Roberto Hollanda, o Estado passa de perspectiva para realidade no setor de biocumbustíveis. “Já não é mais promessa, é realidade. Mato Grosso do Sul se consolida como uma fronteira de bioenergia. Mato Grosso do Sul está confirmado no setor e este evento é um exemplo disso.”

Hollanda afirma que já são 17 empresas em Mato Grosso do Sul no setor. “Quando começou a safra anual, era catorze, com mais três, acredito que, até o final do ano, já estejamos exportando bioeletricidade para outros Estados.”

O representante da comissão de biodiesel da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul), Carlos Alberto Novaes, já existe conversas com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para melhorar o cultivo da planta. “Estudos mostram que o cultivo da can-de-açúcar é mais benéfico que maléfico ao ambiente. Esta planta tem uma fotossíntese melhor que outras e consome mais gás carbônico e expele mais oxigênio na atmosfera”, diz.

Porém, indagado sobre a questão da queimada, que acabaria por ‘anular’ os benefícios da tal “melhor fotossíntese”, Novaes diz que ainda pode demorar para que a prática seja banida do Estado. “O corte da cana sem ser queimada ainda é uma tecnologia nova que aos poucos será implantada. Mas, as queimadas diminuem ano a ano”, acredita.

Novaes defende que a produção da cana pode melhorar a economia do Estado. “Ajudaria na diversificação econômica para não ficarmos reféns de outros setores, como o de grãos, agropecuária e corte de carne, por exemplo. Mato Grosso do Sul pode não se tornar o principal no cultivo de cana no Brasil, e pode ser que a produção não seja a principal da nossa economia, mas, certamente, pode andar junto com as outras.”

O diretor regional do Senai (Serviço Nacional da Indústria) em Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, os desafios novos são com relação à qualificação de pessoal. “Antes, era preocupação só o pessoal que cortava cana. Porém, com as novas tecnologias, há preocupação em qualificar outros profissionais, com cursos técnicos para maquinário, por exemplo.”


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