Produtores apostam no BRDE como alternativa para financiar negócios

Agronegócio

Produtores apostam no BRDE como alternativa para financiar negócios

A estimativa de financiar em torno de R$ 100 milhões no primeiro ano de atuação no MS está mantida
Por:
572 acessos

Os primeiros contratos e as liberações efetivas de recursos do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) em Mato Grosso do Sul darão suporte a expansão de negócios e à diversificação produtiva de agropecuaristas que apostam no potencial econômico do Estado. Os cinco primeiros negócios, entre contratações e liberações, foram fechados ontem (28), na Capital, com presença do governador André Puccinelli e do presidente do banco, Mario Bernd.

Cliente do BRDE há 25 anos, a Cooperativa Agroindustrial Lar aproveita agora o início das operações do banco em Mato Grosso do Sul para expandir suas unidades de armazenamento no Estado. Originária do Paraná, a cooperativa Lar começou suas atividades em território sul-mato-grossense há sete anos. Atualmente abriga cerca de oito mil cooperados, de acordo com o gerente regional, João Pedro Pasqual Neto.

“Já temos aqui 12 unidades próprias e mais quatro arrendadas. Nossos armazéns recebem anualmente cinco mil sacas de soja e cinco mil de milho, e já fornecemos aqui insumos agrícolas em quantidade maior do que o que fornecemos no Paraná”, conta Pasqual Neto, destacando que Mato Grosso do Sul representa 50% do total desse tipo de operação dentro da cooperativa. “Crescemos 100% com as unidades daqui”.

Os R$ 20,8 milhões recém contratados serão usados na implantação de três novos armazéns, o que vai elevar a capacidade de 178 mil para 238 mil toneladas. O investimento é parte da meta de consolidar a atuação agropecuária, para, futuramente, ampliar as atividades. “Já estamos com um planejamento para, nos próximos cinco anos, começar a atuação industrial. E o BRDE estará nesse investimento”, diz o gerente regional da cooperativa.

Na propriedade rural de Salazar e Idalina Barreiros, dois contratos de R$ 300 mil cada um servirão à diversificação. Pecuaristas desde 1977, eles começam a dedicar parte de uma das propriedades ao plantio de eucalipto. “As condições do BRDE são boas, estão dentro do mercado. Se não fosse o financiamento, a gente teria que dispor do recurso direto, de uma vez”, avalia Salazar. Outra vantagem apontada pelo produtor é o prazo de carência. “Em cinco anos, já teremos condição de fazer o pagamento com a produção, sem precisar de outra captação de recurso para isso”, estima.

Entre as primeiras contratações está também a da Tratornan Comércio de Máquinas e Implementos Agrícolas Ltda, que vai investir R$ 250 mil em uma revendedora Massey Ferguson em Ponta Porã, voltada a atender 16 municípios da fronteira. A nova unidade aperfeiçoa o atendimento, hoje feito a 40 municípios através de três outras lojas, mas nenhuma na faixa fronteiriça.

O diretor da representação da empresa no Estado, João Carlos Gomes do Nascimento, conta que quando ouviu falar pela primeira vez da existência de um banco de fomento da região sul se instalando no Estado, suspendeu uma negociação iniciada com outro banco e foi atrás de informações. Acabou se decidindo pelo BRDE e aposta no otimismo dos produtores para também ter bons negócios no setor de máquinas. “Todo plantio demanda máquinas. Certamente parte do financiamento que alguns desses produtores estão pegando aqui também vai acabar sendo direcionado para a gente”, brinca o empresário.

Com um bom projeto para recuperação de pastagem, o pecuarista de Bandeirantes Sauro Menta também aderiu às linhas do BRDE. “Com a recuperação, vamos aumentar a produtividade. Há muito tempo esperávamos por uma oportunidade assim”, comentou, após receber o cheque que assegura o financiamento, no valor de R$ 399 mil.

Segundo o superintendente do BRDE para os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, Carlos Olson, a estimativa de financiar em torno de R$ 100 milhões no primeiro ano de atuação no Estado está mantida. “Queremos chegar a essa meta até março de 2010, quando se completam doze meses”, prevê Olson. De acordo com o superintendente, há diversos pedidos de análise de projetos de financiamento. Muitos são de cooperativas. Há também uma proposta para fábrica de ração, em Campo Grande. “E estamos visitando outros empreendedores, divulgando, informando”, afirma.


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink