Produtores argentinos não estão imunes à lagarta do milho
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Agronegócio

Produtores argentinos não estão imunes à lagarta do milho

Uma área de refúgio foi criada para impedir as populações de insetos
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A luta contra as lagartas do milho ainda não é uma batalha vencida na Argentina. "As pragas podem desenvolver resistência também à enzima da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt)", admite o gerente de biotecnologia, Hernán Mora. Com o objetivo de impedir ou atrasar o desenvolvimento de populações de insetos resistentes à tecnologia, foi criada uma estratégia de manejo que determina a destinação de uma área de refúgio. "O produtor deve deixar uma faixa com híbridos convencionais ao lado do cultivo resistente de pelo menos 10% do total plantado", informa Mora.

Essa faixa, continua a explicação o gerente de biotecnologia no Brasil, Odnei Fernandes, permitirá o surgimento de pragas suscetíveis, em quantidade suficiente, para cruzar com os prováveis adultos resistentes, que venham surgir do cultivo transgênico. "A resistência da população de insetos seria diluída na geração de filhos desse cruzamento e a proporção de indivíduos resistentes se manteria como no início".

Segundo a Monsanto, a proporção de refúgio foi determinada a partir dos resultados de estudos conduzidos por especialistas de diversos institutos de todo o mundo, considerando numerosos parâmetros das pragas de objetivo e utilizando simulações matemáticas. O refúgio deve estar dentro do mesmo lote dos trangênicos e, conforme orientação, para áreas com até 1,5 mil metros de largura a localização ideal seria o fundo do plantação. Já para áreas maiores a indicação é para um talhão no meio da lavoura. Essa área de refúgio consta em um acordo firmado entre a indústria de sementes e entidades de biotecnologia do país.

Mora admite que não há uma fiscalização sobre a destinação do refúgio mas, segundo avaliação dos técnicos, pelo menos 85% dos produtores de milho transgênico cumprem o acordo. Desse total, 65% seguem criteriosamente as recomendações quanto às regras do refúgio. A medida, segundo Odnei Fernandes, também deve ser adotada para o Brasil, mas os critérios, como não há cultivo comercial, ainda não estão definidos.


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