Produtores conhecem técnicas corretas para criar peixes
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Agronegócio

Produtores conhecem técnicas corretas para criar peixes

9ª Feira Estadual de Sementes Crioulas e de Alimentos da Agricultura
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A piscicultura, uma atividade que cresce muito em Mato Grosso do Sul e se firma como ótima oportunidade de diversificação nas pequenas propriedades rurais, esteve presente na 9ª Feira Estadual de Sementes Crioulas e de Alimentos da Agricultura, que aconteceu no Parque de Exposições de Caarapó neste fim de semana (28 a 30 de março).

No sítio de Cristiano e Benedito Majoral um grupo de produtores que participaram do Giro Tecnológico, ouviu da professora da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) - Márcia Regina Russo o que se deve fazer para iniciar corretamente na atividade.

O sítio que os produtores conheceram tem 10 tanques, somando 6 mil metros quadrados de lamina de água. Cristiano contou que cria patinga e tilápia, na proporção de uma patinga por m² e 3 tilápias por m² de água. “A gente faz biometria uma vez por mês, segue a tecnologia e mantém tudo na planilha de custos”, informou.

A professora Márcia lembrou que a UFGD mantém um grupo de estudos de piscicultura formado por seis professores, que criou o plano da cadeia do pescado da Grande Dourados e levantou os gargalos da produção. “É uma atividade muito rentável e as espécies mais viáveis para o pequeno produtor são a patinga, o pacu e a tilápia”, disse. Isso, segundo ela, em função desses peixes serem onívoros e, por conta disso, o custo da ração é menor.

Márcia explicou aos produtores sobre a importância da escolha do terreno certo para cavar o açude, com pelo menos 50% de argila, e do uso de água de qualidade, sobretudo a de nascente. Falou ainda da necessidade de se fazer a adubação do açude (nitrogênio e fosfato), a correção do PH (com calcário) e o monitoramento da temperatura da água.

“Porém não adianta fazer tudo isso sem planejamento; é preciso saber o destino da produção. Se for para vender já tem que saber o destino da produção”, explicou. Márcia informou ainda que a UFGD está concluindo um centro de pesquisas sobre piscicultura.

Os irmãos João Carlos, 18 anos, e Luiz Felipe Poesch, 16 anos, conheceram as práticas bem sucedidas da produção de leite e de peixe. “A gente viu que a muito que melhorar; a gente tem que aperfeiçoar sempre”, disse João Carlos. Eles moram no sitio da família no Douradão, em Japorã, no extremo sul do Estado e produzem leite e peixes.

As estudantes Camila da Silva Cabral, 21 anos, e Daniele Garcia da Silva, 17 anos, ficaram bastante entusiasmadas com o giro tecnológico. Camila, moradora em Caarapó e que estuda o 1º ano de engenharia de aqüicultura na UFGD, achou muito interessante a tarde de visita no sítio que já produz peixes na zona rural de seu município.

Daniele, de Caarapó e que estuda o 1º ano de medicina veterinária na Anhanguera, em Dourados, destacou a feira como muito importante. “Foi um dia bem produtivo, ainda mais para quem já está na atividade rural. Para mim que estou começando os estudos ajuda a escolher a érea de atuação dentro da minha profissão”, disse. “A feira foi bem legal, bem organizada, com palestras abordando temas interessantes para a realidade de Mato Grosso do Sul”, concluir.

A 9ª Feira Estadual de Sementes Crioulas é uma promoção da Federação da Agricultura Familiar de MS (FAF-MS). O evento é realizado pela Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares (Coophaf), Prefeitura Municipal de Caarapó, Embrapa Agropecuária Oeste, Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, de Produção, de Indústria, Comércio e Turismo (Seprotur) e do Governo de Mato Grosso do Sul.

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