Produtores de Lucas do Rio Verde expõe crise do milho durante bienal

Agronegócio

Produtores de Lucas do Rio Verde expõe crise do milho durante bienal

Temendo o início das chuvas, produtores de Lucas do Rio Verde, pediram do palestrante uma solução diante a crise que se abateu sobre a comercialização do produto. A resposta foi uma só: “fazer muito barulho” diante governo
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Donos da maior produção de milho do estado, produtores de Lucas do Rio Verde, a 360 quilômetros de Cuiabá, assistiram ao painel “Mercado de commodities pós crise mundial - previsões de safras e preços", que foi apresentado nesta manhã no maior evento do setor agrícola de Mato Grosso: a Bienal dos Negócios da Agricultura, na capital.

A palestra, que terminou pontualmente às 10h05, foi encerrada com a explanação de um dos maiores problemas que se abateu sobre a agricultura na atual entressafra, permitida pelo mediador João Batista Olivi, jornalista do canal Terra Viva, que pediu mais “5 minutos” para os presentes.

Segundo acompanhado pelo ExpressoMT, “120 mil toneladas de milho estão estocadas nos armazéns da cidade, correndo risco de estragarem por conta do início das chuvas”, denunciou um produtor presente no auditório "Cenarium Rural", a uma platéia composta de centenas de empresários do agronegócio de todo o Brasil.

A resposta veio do analista Brasileiro André Pessoa, da Agroconsult, que disse não haver nenhuma possibilidade dos produtores retirarem o milho dos silos, sem promoverem a negociação com o governo.

“Não tem outro jeito, tem que se fazer o leilão e tirar esse milho daqui, sob pena de vocês (os produtores) ficarem ainda mais prejudicados caso esperem por uma provável mudança do mercado”.

Os prêmios a que se refere Pessoa são os incentivos prometidos pelo PEP do milho (Prêmio para o Escoamento do Produto), que pelo calendário do produtor, já deveriam ter sido liberados pelo governo para equilibrar os valores entre custo e venda da safra.

Pessoa ainda avaliou como “generosa” a estimativa revelada pelo produtor de 120 mil toneladas de milho estocadas, conta para ele defasada, pois ainda não foi contabilizada cerca de " 10% da produção que ainda não foi colhida das propriedades”.

“É traumática a situação, e por isso está nas mãos de vocês a chance de mudar esse quadro. O mercado sozinho, sem a interferência do governo, não irá resolver esse problema. Vocês precisam fazer pressão e barulho”, alfinetou, concluindo seu raciocínio.

Uma salva de palmas ecoou pelo auditório localizado em frente ao prédio da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (FAMATO - CPA). Junto ao analista brasileiro estavam também os analistas Darin Newson (americano), da DTN/The Progresive Farmer, e o argentino Pablo Adreani, da AgriPAC.

O evento

Na primeira fila do auditório do Cenarium Rural, vários produtores luverdenses como o agricultor Carlos Favaro, da executiva da Aprosoja, assistiram nesta manhã o maior evento do setor agrícola de Mato Grosso: a Bienal dos Negócios da Agricultura.

Em sua terceira edição, realizada desde essa quarta-feira (19), pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) em parceria com Aprosoja, Ampa e Senar, o evento tem como tema central a Renda Agrícola, e prevê nesses três dias de programação temas que auxiliem o produtor em sua gestão rural.

Segundo Ricardo Arioli, coordenador do evento, os três analistas são oriundos dos maiores países produtores (Estados Unidos, Brasil e Argentina). Em resumo, o trio fez previsões de safra e preços, de forma a antecipar algumas conjunturas para o produtor.

"Nosso foco foi reunir debates e discussões sobre assuntos que possam auxiliar o produtor em sua gestão rural. Vamos analisar os empecilhos para o aumento da rentabilidade agrícola, mas também poderemos orientar o agricultor sobre novas práticas de administração rural", observou.

Nesta sexta-feira (21), a Bienal trará discussões sobre o Fórum de Logística e Renda, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Agribusiness (Abag).

Previstos para estarem neste fórum o gerente comercial da Vale do Rio Doce, Paulo Capriolli, o diretor geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, o presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transportes e Armazenagem, deputado federal Homero Pereira, o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquáticos (Antaq), Fernando Antônio Brito Fialho e o Secretário Executivo da Câmara Temática de Infra-Estrutura e Logística do Agronegócio do Mapa, Biramar Nunes de Lima.

A programação será encerrada com a participação do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, no fórum "Desafios do Agronegócio", que contará também com a participação do Ministro de Assuntos Estratégicos, Daniel Vargas e da senadora e presidente da CNA, Kátia Abreu.

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