Produtores de manga lucram com colheita tardia em Aguaí/SP

Agronegócio

Produtores de manga lucram com colheita tardia em Aguaí/SP

O clima frio de Aguaí, interior de São Paulo, atrasa a maturação dos frutos e na hora de comercializar os preços são compensadores
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O clima frio de Aguaí, interior de São Paulo, atrasa a maturação dos frutos e na hora de comercializar os preços são compensadores

Os galhos carregados de manga, escorados de tanto peso, são sinal de boa produtividade para esta safra. A plantação de Seu Valter, em Aguaí, interior de São Paulo, tem 15 mil pés, cada um deve render em média 100 quilos da fruta, resultando em um total de 75 mil caixas de 22 quilos, mais que o dobro da safra do ano passado.

"O problema no ano passado foi muita chuva que atrapalhou a florada, deu doença na fruta e nossa produção caiu pela metade, já este ano o tempo seco possibilitou uma produção maior", conta o produtor rural Valter Breda.

O responsável pela colheita de tantas frutas é o filho Marcos Breda, e ele explica que é preciso cuidado para não machucar a manga: "É só cortar um dedo e meio, mais ou menos, acima do talo dela, desse jeito não sai leite porque já está madura, e tem que colocar na caixa com cuidado para não machucar", diz Breda.

O trabalho começou no final de Novembro e mesmo com a ajuda de dez funcionários só deve terminar em Abril.

Mas o que preocupa mesmo os agricultores é o valor da fruta, o preço do quilo mal paga o custo de produção. "Nós estamos vendendo a cerca de R$ 0,50, mas o custo de produção e de colheita é alto, então o que sobra é pouco", conta Seu Valter.

Porém a colheita tardia deve ajudar os produtores, a expectativa a partir de agora é de alta nos preços.

Breda explica que em janeiro começa a safra da fruta em outras regiões do estado, onde o clima é mais quente, então eles estão na fase forte da produção, com muita manga no mercado, o que faz com que o preço caia: "Assim que acabar a colheita lá, muitos compradores vêm procurar a nossa região".

Da lavoura, o produto segue para o beneficiamento, onde as mangas são separadas por tamanho, depois o caminhão é carregado e vai direto para o supermercado de Aguaí. Lá, o quilo varia de R$ 1,19 a R$ 1,99.

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