Produtores do Centro-Sul investem no cultivo de frutas
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Agronegócio

Produtores do Centro-Sul investem no cultivo de frutas

Cada produtor que faz um plantio experimental de fruteiras ou de hortaliças é motivo de festa
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Jucás. Este município localizado na região Centro-Sul do Ceará vem investindo no apoio aos pequenos produtores rurais para implantação de frutíferas e hortaliças. Em apenas três anos, cresceu o número de agricultores que, sem abandonar o cultivo de culturas tradicionais de subsistência, passaram a cultivar goiaba, maracujá, acerola, banana e melancia.

Cada produtor que faz um plantio experimental de fruteiras ou de hortaliças é motivo de festa e de encontro em Jucás. Na colheita, a área é usada como unidade demonstrativa. O objetivo é incentivar, também, outros agricultores. Por enquanto, a ideia tem dado certo. A meta da administração municipal é audaciosa. "Em dois anos, vamos ser o maior produtor de fruteiras da região", disse o secretário de Agricultura, José Teixeira Neto.

A Prefeitura dá apoio para o desenvolvimento do projeto de fruticultura. A Secretaria de Agricultura adquiriu carros, motos e contratou técnicos rurais que visitam as comunidades, divulgando o projeto e dando apoio e orientação aos produtores. "É um trabalho de conquista, de adesão", disse Teixeira. "Mostramos a viabilidade econômica e, quando os produtores conhecem os números, ficam animados", contou.

O exemplo mais recente vem da localidade de Alto da Areia, zona rural de Jucás, que faz limite com o Município de Iguatu. O produtor rural, Dorisvaldo Vieira, implantou uma área de 0,6 hectare de melancia e depois de 75 dias começou a colher os primeiros frutos do trabalho. Sempre com as informações em mente, mostra que investiu R$ 1 mil no plantio e tem a expectativa de obter R$ 3,6 mil de renda, o que lhe garante um lucro livre de R$ 2,6 mil.

Os números deixaram o produtor satisfeito, mas inquieto. "Na próxima vez, quero melhorar a produtividade", disse. A área produziu 12 toneladas. Alguns frutos chegam a pesar 12kg. O quilo é vendido por R$ 0,30 no mercado local.

Essa foi a primeira experiência de Dorisvaldo Vieira com melancia. Ele já tem uma área de produção de banana, com moderno sistema de irrigação, financiado pelo Banco do Nordeste. A ideia é diversificar as culturas. "A melancia é de ciclo curto e dá um bom retorno", disse. "Estou pensando também em plantar maracujá". Numa área ao lado, um trator já faz o preparo de terra para o plantio de feijão irrigado.

Vieira é um incentivador do cultivo de fruteiras. "Dá mais lucro do que milho e feijão. Quem planta banana, por exemplo, toda semana tem renda certa". Para ele, é preciso acreditar e ter coragem de enfrentar o trabalho. "Infelizmente, a maioria dos jovens não quer dar continuidade ao trabalho do pai e cultivar novas culturas".

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