Produtores goianos terão R$ 4,2 bi para financiar safra 2011/12

Agronegócio

Produtores goianos terão R$ 4,2 bi para financiar safra 2011/12

Os recursos para custeio este ano serão de R$ 80,2 bilhões
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A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), representantes do governo federal, estadual e Banco do Brasil, assinaram nesta segunda-feira (04), um protocolo de intenções que disponibiliza R$ 4,2 bilhões para linha de financiamento de crédito para os produtores rurais de Goiás e do Distrito Federal. O protocolo foi assinado durante apresentação do Plano Agrícola Pecuário 2011/2012 para produtores rurais que disponibilizará R$ 107,2 bilhões em todo o País. Se somados recursos do Banco do Brasil e demais instituições financeiras, a Faeg estima que o produtor goiano utilizará R$ 6,8 bilhões de crédito neste ciclo.


Os R$ 4,2 bilhões serão ofertados pelo Banco do Brasil, o principal agente financeiro do Plano Safra. O montante é 20% superior aos R$ 3,5 bilhões disponibilizados ano passado no Estado. “A questão do crédito é muito importante, mas também temos que avançar em outros setores como seguro rural, apoio à sustentação e mecanismos de comercialização da safra”, destaca o presidente da Faeg, José Mário Schreiner.

Os recursos para custeio este ano serão de R$ 80,2 bilhões, 6% acima do plano anterior, e os recursos para investimento sobem 14%, ou R$ 20,5 bilhões. A taxa de juros será mantida em 6,75 % ao ano, o que representa R$ 64,1 bilhões do montante total. No ano passado era de R$ 60,7 bilhões, ou seja, 5,6% a mais. Os pecuaristas tiveram seu limite aumentado de R$ 275 mil para R$ 650 mil, além disso, há linhas especiais de crédito para o pecuarista para a compra de reprodutores e matrizes no limite de R$ 750 mil reais por criador.

O governo aumentou ainda os limites para investimento com recursos subsidiados, de R$ 200 mil para R$ 300 mil. Houve também um aumento de 14% no volume de recursos para investimento agropecuário. Será R$ 20,5 bilhões, boa parte emprestada com juros subsidiados pelo Tesouro Nacional de 5% a 9,5%, segundo a linha de crédito.


De acordo com o superintendente estadual do Banco do Brasil, João Batista Trindade Filho, as linhas de financiamento liberadas pelo Banco estimulam a atividade agrícola e aumentam as exportações agropecuárias do Estado. “Os resultados da safra passada nos deixa muito confiantes para averbar o ciclo que se inicia agora para os produtores”, diz o superintendente.

Acessibilidade
Outro ponto discutido entre os produtores e o Banco no encontro foi a acessibilidade dos tomadores de crédito a essas linhas de financiamento. Em Goiás, no ano de 2010, foi utilizado pelos produtores R$ 5,93 bilhões, 7% do total utilizado no País. “É preciso desburocratizar o acesso ao crédito. Temos diversas restrições para que o produtor alcance esses financiamentos. Essas barreiras devem ser revistas”, cobrou o vice-governador do Estado, José Eliton.

Ressaltando a dificuldade de acesso do produtor rural goiano às linhas de crédito disponibilizadas pelo governo federal, o presidente da Faeg, José Mário Schreiner explica que o custo total da última safra para as culturas de soja, milho safra e safrinha e algodão foi de R$ 6.935 bilhões. Destes, foram financiados apenas R$ 1.464 bilhão, ou seja, 21,12%. “Todo o restante da safra para essas culturas foi custeada com recursos do próprio produtor”, garante.


O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) destacou a importância do setor agropecuário para o desenvolvimento do Estado e do País. Segundo ele, essas linhas de crédito oferecidas pelo governo federal devem ser melhores direcionadas e de fácil acesso para que o produtor tenha condições de assegurar e comercializar sua produção.

No encontro que abriu uma via de comunicação para que os produtores tenham a chance de tirar suas dúvidas em relação aos financiamentos autoridades políticas da Agrodefesa, Emater, Fecomércio, deputados estaduais, representantes do governo federal e presidentes de sindicatos rurais também estiveram presentes.

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