Programa Mais Alimentos vai ser levado à África
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Agronegócio

Programa Mais Alimentos vai ser levado à África

Ideia é que 12 empresas brasileiras se envolvam no projeto
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O programa Mais Alimentos, que possibilita a compra de máquinas e implementos agrícolas através de financiamento junto ao governo federal com taxas subsidiadas, deve ser expandido ao continente africano. A informação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, que participou de reunião na manhã de dessa quarta-feira (15) com o novo coordenador do programa, Marco Antônio Viana Leite. De acordo com Bier, as tratativas estão avançadas e devem culminar em um sistema semelhante ao praticado no Brasil.

“Nesse primeiro momento, temos a informação de que cerca de US$ 600 milhões serão disponibilizados, através do Bndes, para que produtores africanos comprem máquinas brasileiras”, explica o presidente do Simers. Ele destaca que a ideia é que 12 empresas brasileiras se envolvam no projeto, entre companhias produtoras de tratores, máquinas e implementos.

Bier argumenta que essa demanda já estava sendo desenvolvida entre o governo federal e as entidades do setor, mas que até pouco tempo havia insegurança sobre o andamento das negociações. Isso porque a proposta africana era que as máquinas fossem embarcadas antes do pagamento, o que suscitou dúvidas quanto às garantidas dos fabricantes brasileiros na transação. Agora, de acordo com o dirigente, uma portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior deve ser expedida para firmar as garantias para os fabricantes brasileiros.
Ainda conforme relato de Bier, que na terça-feira esteve em Brasília com outros agentes do setor de máquinas e veículos para tratar do mesmo assunto, a Odebrecht, que já possui operações na África, deve auxiliar na operação. “Agora eu acho que essa proposta tomou rumo”, sinaliza o empresário. “Como a Odebrecht tem muitas obras na África, com experiência grande de importação e exportação, se acordou entre as entidades do setor e o Ministério do Desenvolvimento Agrário essa participação como apoio”, revela.

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