Proibido o plantio de soja em Goiás

Agronegócio

Proibido o plantio de soja em Goiás

Medida que proíbe o plantio até o dia 30 de setembro visa reduzir riscos de ferrugem asiática. Multas variam de R$ 250 e R$ 50 mil
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A safra 2009/2010 se aproxima e muitos produtores estão em plena fase de planejamento. Mas além disso, o agricultor deve estar atento e não esquecer de fazer a destruição da soja “tigüera ou guaxa”, que consiste em plantas voluntárias que germinam a partir de grãos perdidos na colheita e vegetam espontaneamente nas lavouras subseqüentes, acumulando fungos, podendo ocasionar problemas muito sérios como a ferrugem asiática.

Para conter isso, desde o dia 1º de julho teve início o período do vazio sanitário da soja em Goiás, onde não é permitida a existência da plantas vivas da cultura até 30 de setembro. Ou seja, é um período proibido para o plantio do grão e o produtor é obrigado a destruir as tigüeras.

Segundo o fiscal agropecuário da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Valdeci Rodrigues Carneiro, a medida é necessária como forma preventiva de reduzir os riscos de incidência da ferrugem asiática da soja, doença que nos últimos anos causou dor de cabeça e muitos prejuízos para produtores no estado.

“A fiscalização fica sob a responsabilidade da Agrodefesa. Quero informar também que o órgão faz análise de folhas para detectar a doença. Portanto, o produtor que necessitar desse serviço pode procurar o escritório mais próximo da Agrodefesa”, comenta o fiscal.

Cadastro

Valdeci informou que o produtor deve fazer o cadastro da área a ser cultivada até 30 dias antes da semeadura. “O problema que enfrentamos hoje é justamente esse, o de o produtor não cadastrar a área, o que é obrigatório e pode ser feito nos escritórios da Agrodefesa”, explica.

Cabe a Agrodefesa notificar aquele produtor que não fez a destruição da tigüera. Depois de alguns dias, o fiscal retorna para analisar. Se o que foi exigido não tiver sido feito, ele pode ser atuado entre R$ 250 e R$ 50 mil, o que varia de acordo com o tamanho da área e da incidência das plantas tigüeras.

Rodovias

Outro alerta feito pelo fiscal é quanto as áreas próximas às rodovias, que também serão fiscalizadas. “Essas áreas sempre foram fiscalizadas, mas alguns produtores ainda insistem em cultivar soja sem as devidas precauções. Portanto, às margens das rodovias também é preciso fazer a destruição da tigüera e não se pode plantar até 30 de setembro”, reforça Valdeci.

O que é permitido

A Agrodefesa autoriza o plantio, durante o vazio sanitário, nos seguintes casos: áreas destinadas à pesquisa científica; plantio de material genético; plantio destinado à produção de sementes genéticas; e áreas voltadas a projetos públicos de irrigação no estado. Mas, atenção: é preciso requerimento e apresentação de um termo de compromisso.


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