Projeto Biomas terá comitê regional no Cerrado

Agronegócio

Projeto Biomas terá comitê regional no Cerrado

Objetivo é garantir a proteção ambiental sem comprometer a produção de alimentos
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Um comitê regional formado por representantes de instituições ligadas à pesquisa científica foi formado nesta sexta-feira (17/6) para auxiliar na execução do Projeto Biomas no Cerrado. A decisão ficou acertada no encerramento do encontro técnico realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que reuniu pesquisadores, professores e técnicos de órgãos públicos, privados e universidades convidados a participar do projeto. Lançado no ano passado pela CNA e Embrapa, o Projeto Biomas tem por objetivo garantir a proteção ambiental sem comprometer a produção de alimentos, a partir da utilização de árvores nativas e exóticas na integração com o sistema produtivo e com as áreas de preservação ambiental nas propriedades rurais.


Durante três dias, os especialistas em pesquisa participaram do encontro para discutir sugestões de propostas e parcerias para o projeto no Cerrado. Os interessados em apresentar projetos de pesquisa para a realização de experimentos científicos deverão encaminhar pré-projetos até agosto. As análises destes projetos serão debatidas entre o comitê regional e o comitê nacional, coordenado pela Embrapa Florestas. “Hoje demos um passo importante. Tivemos maior aproximação com entidades de pesquisa, constituímos uma equipe de trabalho, e tivemos a formação de novas parcerias e de linhas temáticas para o projeto”, destacou o coordenador nacional do Projeto Biomas, o pesquisador Gustavo Ribas Curcio, da Embrapa Florestas.

A iniciativa foi bem aceita e as discussões sobre o projeto motivou os participantes do encontro. Para Sybelle Barreira, professora de curso de Engenharia Florestal da Universidade de Goiás (UFG), o Projeto Biomas se destaca pelo caráter inovador. “Isso é o que fica. Ainda não tivemos um projeto desse porte. A pesquisa sempre caminhou isolada e a partir de agora vamos promover a integração com a produção”, afirmou. “Foi um debate muito produtivo, no qual vimos uma interdisciplinaridade muito forte entre professores, pesquisadores e técnicos. O projeto pode trazer respostas para algumas das suposições que prevemos para o Cerrado”, completou Emerson Borghi, pesquisador da Embrapa Pesca e Aqüicultura, unidade da estatal localizada em Palmas (TO).


Além das reuniões técnicas, os especialistas visitaram a propriedade rural que servirá de referência para os estudos de clima solo e vegetação, entre outras características, no bioma Cerrado, localizada a 64 quilômetros do centro de Brasília. Os estudos servirão de base para os diagnósticos que serão feitos para o início das experiências práticas. A fazenda escolhida servirá de “vitrine tecnológica” para o bioma. O Cerrado é o segundo bioma a ser contemplado. Os trabalhos de pesquisa também estão sendo realizados na Mata Atlântica, em uma propriedade rural no Espírito Santo. Mas a iniciativa também chegará aos outros biomas (Amazônia, caatinga, Pampa e Pantanal). A idéia é utilizar uma vitrine tecnológica em cada bioma.

O projeto também prevê a formação de uma rede de pesquisadores, para fornecer gratuitamente instrumentos técnico-científicos de pesquisa aos produtores rurais, e a transferência de tecnologia, com a capacitação de multiplicadores pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Participaram das discussões representantes da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Goiás, Centro Universitário de Mineiros (GO), Emater/GO, Secretaria de Agricultura de Goiás, Embrapa Cerrados, Embrapa Florestas, Universidade Federal de Goiás (UFG), Embrapa Agrossilvipastoril, Embrapa Arroz e Feijão, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Universidade de Brasília (UnB), Embrapa Pesca e Aquicultura, Instituto Federal Goiano e Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).

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