Projeto promove pecuária sustentável no Pará

Agronegócio

Projeto promove pecuária sustentável no Pará

Projeto agrega os sistemas agrossilvipastoris, silvipastoris, silviagricolas e agropastoris
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Parceria entre Sebrae no estado, Embrapa e outras instituições trabalha cadeia produtiva do leite e derivados nas pequenas propriedades com respeito ao meio ambiente

Do Sebrae/PA (Belém) - Implantar, desenvolver e adaptar sistemas inovadores de integração como alternativas viáveis para os setores agropecuário e florestal da Amazônia. É nesse sentido que o Sebrae no Pará trabalha desde 2009 em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental, por meio do projeto Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). Esse projeto busca equilibrar a produção de alimentos sem comprometer segmentos que serão essenciais no futuro. Importantes resultados já aparecem, como o retorno de áreas à atividade produtiva, depois da recuperação de pastagens via agricultura.

Iniciado em 2007, o projeto é desenvolvido em rede nacional e agrega os sistemas agrossilvipastoris, silvipastoris, silviagricolas e agropastoris. O Pará faz parte da Sub Rede Norte, que engloba seis estados da região. Na mesma época de sua criação, o Sebrae iniciou o projeto de Leite e Derivados, com foco nos produtores de pequenas propriedades e nos processos de qualidade, gestão e inovação.

“Identificamos a necessidade de recuperar o solo e reflorestar as áreas degradadas nas propriedades que mais sofreram com o fenômeno de desmatamento desordenado no Sul e Sudeste do Pará. Esta é a proposta do projeto Integração Lavoura, Pecuária e Floresta”, explica a gestora dos projetos da Carteira de Leite e Derivados do Sebrae no Pará, Maria Luzineuza.

“Nossos projetos foram criados para fortalecer os pequenos negócios da bacia leiteira do Sul e Sudeste do Pará, aumentar a produção e produtividade de leite nas pequenas propriedades”, conta Maria Luzineuza. Atualmente, são atendidos 200 produtores na carteira.

Segundo a gestora, as melhorias na região são percebidas a partir da correção do solo após a cultura do grão e aumento de produção. Maria Luzineuza explica que os próximos experimentos serão com cultivo de milho para produção de silagem como forma de alimentação alternativa para o rebanho leiteiro.

Contribuições

O ILPF é aplicado em áreas da Embrapa e em pequenas propriedades localizadas em Canaã dos Carajás, Jacundá, Eldorado dos Carajás, Xinguara e Santa Maria das Barreiras. Nesses muicípios, as propriedades são monitoradas periodicamente e seus proprietários recebem assistência técnica e suporte tecnológico. Nos demais municípios, são instaladas as unidades demonstrativas em parceria com a Secretaria de Agricultura do Estado do Pará.

No trabalho de implantação do projeto, todos os envolvidos contribuem de alguma forma. A Secretaria de Agricultura colabora com o fornecimento do adubo, a Embrapa com a oferta de sementes, os produtores com a mão de obra e as prefeituras ficam responsáveis por preparar a área a ser utilizada para o plantio. “Em Canaã dos Carajás o processo já iniciou com a primeira etapa do plantio de cultura do milho. Em outubro, começou a segunda etapa com a entrada do cultivo de capim e floresta”, informa a gestora.

As áreas da Embrapa na região são denominadas de Unidades de Referência Tecnológica. Quando presentes em propriedades com pecuária familiar, essas unidades são de pequena dimensão e auxiliam no aprendizado tecnológico da comunidade. Elas estão presentes nas regiões Nordeste, Oeste, Sudeste e Sul do Pará. “Não existe uma forma única de implantar os sistemas, pois vários fatores precisam ser considerados, como clima, solo, maquinário, equipamentos e mercado consumidor”, explica o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Paulo Campos Christo Fernandes.

Áreas adequadas

De acordo com Paulo, um dos princípios básicos da tecnologia é a produção de pecuária sustentável na Amazônia. “O respeito à natureza é evidenciado quando o produtor implanta a tecnologia em áreas adequadas, longe de nascentes e margens de rio. O plantio de árvores nas pastagens proporciona conforto térmico aos animais e as raízes fixam carbono no solo”, explica. O pesquisador afirma ainda que as pastagens arborizadas agregam valor à terra, geram renda e evitam queimadas na região, pois o fogo tem potencial de destruir o cultivo florestal, patrimônio do produtor.

“O desenvolvimento tecnológico envolve questões mais complexas do que simplesmente realizar pesquisas científicas. Existem fatores relevantes como capacitação de pessoas, crédito rural, sintonia com o mercado e atendimentos à legislação ambiental. Por este motivo, a parceria com Sebrae, Secretaria de Agricultura, Câmara Setorial do Leite e prefeituras locais é um eficiente mecanismo de modernização do setor”, afirma Paulo Fernandes.

Serviço:
Sebrae no Pará - (91) 3181-9005
Central de Relacionamento Sebrae - 0800 570 0800

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