Projeto vai monitorar gafanhotos na América do Sul
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Imagem: Pixabay
PRAGA

Projeto vai monitorar gafanhotos na América do Sul

Um grupo de países, que inclui o Brasil, participa de um projeto piloto
Por: -Eliza Maliszewski

Um grupo de países da América do Sul, que inclui o Brasil, participa de um projeto piloto chamado "Sistema Regional de Monitoramento, Manejo e Alerta para Gafanhotos" que busca inovar no assunto, contribuindo de forma com os processos de avaliação de risco e tomada de decisão quanto à prevenção e manejo dessa praga na região sul do continente americano.

A apresentação ocorreu durante o seminário virtual "Ação de Cooperação Técnica em Inteligência Fitossanitária Prospectiva" organizado pelo Instituto Interamericano de Cooperação Agropecuária (IICA) e o Comitê Fitossanitário do Cone Sul (COSAVE).

O sistema foi construído de forma colaborativa pelos países pertencentes ao Comitê. As conquistas na capacitação para resposta a emergências também foram compartilhadas. O projeto aumenta a capacidade de antecipação e resposta, sistematizando as informações de monitoramento por meio de um aplicativo móvel que capta as informações diretamente de campo nos diversos países e as disponibiliza rapidamente.

A natureza regional do sistema permite que isso ocorra simultaneamente nos países da região, facilitando e agilizando os processos de análise de risco de pragas em tempo quase real nos diversos locais, sem ter que esperar pela ação e decisão humana de comunicar a incidência, o que às vezes leva tempo.

O envio de alertas ou notificações automáticas, ao detectar a praga, melhora a comunicação entre as Organizações Nacionais de Proteção Fitossanitária (ONPF) e permite que o setor privado seja alertado sobre a situação da praga em tempo real. Os especialistas em ONPF terão acesso a uma plataforma única de visualização das informações de monitoramento e gestão da informação (SIG Gafanhotos), o que facilita a tomada de decisões e implementação de medidas fitossanitárias.

Os gafanhotos são pragas migratórias e transfronteiriças para as quais seu manejo deve ser realizado com a implementação de estratégias internacionais e em escala regional. Na região do Cosave, são encontradas três espécies de gafanhotos: Schistocerca interrita, Schistocerca piceifrons peruviana e Schistocerca cancellata, espécie que é a mais relevante na região pelo nível de danos, ressurgiu em 2015, após 60 anos de calmaria, afetando Argentina, Bolívia e Paraguai, e ameaçando Brasil e Uruguai durante o ano 2020.

A propagação da praga obrigou os países a declarar emergências nacionais, estreitar laços, melhorar a comunicação e redobrar os esforços para conter a peste, evitando danos à produção agrícola, às reservas naturais e contribuindo para a segurança alimentar dos países. Porém, com o uso de tecnologia e aplicação de Inteligência Fitossanitária, a capacidade de resposta aos surtos de gafanhotos sofridos pelos países pode ser bastante melhorada.

Fazem parte do projeto, além do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Bolívia, Paraguai, Uruguai e a Costa Rica.


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