Proposta da Alca para o setor agrícola desanima produtores brasileiros


Agronegócio

Proposta da Alca para o setor agrícola desanima produtores brasileiros

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A proposta de eliminação das tarifas agrícolas pelos EUA, a partir da entrada em vigor da Alca, é recebida com pouco entusiasmo pelo setor agrícola brasileiro. Segundo o documento, cerca de 56% das importações agrícolas do bloco ficariam isentas de impostos desde a data de implementação da Alca, dependendo do país e do produto. Em alguns casos, as tarifas teriam redução gradual (de cinco anos a dez anos ou mais).

É justamente nesse ponto que reside o desânimo dos produtores brasileiros. Com essa proposta, das três frentes de negociação da Alca -acesso a mercados, subsídios às exportações e subsídios domésticos-, apenas a questão de eliminação tarifária é mencionada. Para o Brasil, entretanto, as questões dos subsídios, que foram deixadas para serem discutidas na OMC (Organização Mundial do Comércio), são essenciais para o andamento do bloco.

"Eliminar 56% das tarifas é bom, mas é apenas um primeiro passo. A proposta precisa ser melhorada", afirma o chefe do Departamento de Comércio Exterior da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Antônio Donizetti Beraldo. O presidente da Abecitrus (Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos), Ademerval Garcia, também criticou a proposta. "A discussão sobre os picos tarifários, que é caso do suco de laranja, continua adiada", diz.


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