Proprietários de leilões participam de discussões para controle da brucelose
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Agronegócio

Proprietários de leilões participam de discussões para controle da brucelose

Gado com brucelose pode transmitir doença para o homem por meio da ingestão da carne ou leite crus
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Gado com brucelose pode transmitir doença para o homem por meio da ingestão da carne ou leite crus
 
A Adapec - Agência de Defesa Agropecuária - irá publicar portaria que proíbe a emissão de GTA – Guia de Transporte de Animais - oriundos das propriedades notificadas por incidência de brucelose, tuberculose e leucose. Esta foi a decisão dos proprietários de leilões do Estado que participaram da reunião realizada na tarde dessa terça-feira, dia 02, no auditório da Seagro – Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário.

A reunião teve como objetivo discutir ações com representantes da cadeia produtiva a contenção das doenças no rebanho bovino do Tocantins. Pela manhã se reuniram representantes da Faet – Federação de Agricultura e Pecuária do Tocantins e os sindicatos rurais. O secretário executivo da Seagro, Ruiter Padua explicou que 60% da carne exportada pelo Estado tem como destino a União Aduaneira, compostas pelos países Cazaquistão, Rússia e Bielorrússia, que exige o rastreamento dos animais.

Para Padua, esse é o momento de unir todos os envolvidos no setor, principalmente os leilões. “Se o leilão receber um lote com algum animal infectado irá comprometer todos os outros lotes participantes, ficando assim impedido de comercializar com frigoríficos habilitados à exportação até que concluam os procedimentos sanitários”, disse, acrescentando que das 146 propriedades notificadas recentemente pela Adapec, apenas 30 são de pequenas propriedades, com até 100 cabeças.

O diretor de Defesa, Inspeção e Sanidade Animal da Adapec, João Eduardo Pires, destacou que os animais destas propriedades só poderão ser negociados mediante atestado negativo da doença. “Cada cadeia do processo produtivo deve fazer a sua parte para impedir o avanço destas doenças. E os leilões são importantes nesta conscientização, pois corresponde em 90% dos eventos pecuários com aglomeração de bovinos. Até o momento 4.639 propriedades participaram dos leilões, movimentando mais de 380 mil cabeças de gados”, informou.

Entenda

Após eliminar o foco da doença, a propriedade fica restrita de exportar produtos para esses países por um período de seis meses, para casos de brucelose e tuberculose e 12 meses para casos de leucose.

A União Aduaneira, desde 2009, tem feito restrição à importação de carne bovina de propriedades foco de brucelose e tuberculose. Desde julho deste ano, o controle sanitário ficou ainda mais rígido, pois as propriedades rurais que recebem bovinos de outras propriedades focos de Brucelose e Tuberculose também são consideradas foco das doenças. Portanto, ficam impedidas de comercializar carnes, produtos e subprodutos de origem animal àqueles países, até que concluam os procedimentos sanitários.

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