Proteína pode ser chave para sobrevivência da planta na seca

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Proteína pode ser chave para sobrevivência da planta na seca

"Por meio de uma medição relativamente simples, podemos estimar o nível de estresse hídrico das plantas"
Por: -Leonardo Gottems
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Um estudo do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina (CONICET) e da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Universidade de Buenos Aires (UBA), isolaram uma proteína, chamada ASR1, que tem essencialmente duas funções importantes na resposta das plantas à seca. Com isso, os cientistas acreditam estarem bem perto da chave para a sobrevivência das plantas em condições de estresse hídrico. 

De acordo com Martiniano Ricardi, pesquisador do Departamento de Fisiologia e Biologia Molecular e Celular (FBMC) da UBA, a proteína atua estimulando a expressão de genes em resposta à falta de água e age como um "acompanhante" direto ou "supervisor" de outras proteínas para protegê-las da perda de estrutura. Ele informou ainda que os pesquisadores desenvolveram um sensor para estudar a dinâmica dessa molécula. “No futuro, vamos introduzir o sensor diretamente nas plantas de tomate, tabaco ou batatas, uma vez que são muito próximas filogeneticamente (são todos da família Solanaceae)", comenta. 

O especialista explicou ainda que, segundo o paradigma clássico, as proteínas têm, em sua grande maioria, uma estrutura definida que determina sua função. "No entanto, há mais de uma década, essa noção vem mudando. Proteínas desordenadas ou exibidas de forma nativa, como a ASR1, não possuem uma estrutura estável e ainda cumprem muitas e importantes funções. Eles podem ter diferentes estruturas e funções, dependendo das condições ", completa. 

Em relação ao sensor que foi desenvolvido, Ricardi indicou que ele é baseado em um princípio físico chamado FRET, que possibilita detectar a estruturação ou dobragem de ASR1 in vivo . "Por meio de uma medição relativamente simples, podemos estimar o nível de estresse hídrico das plantas", disse Ricardi.

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