Público recorde marca o feriado de 1º de maio na Agrishow
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Agronegócio

Público recorde marca o feriado de 1º de maio na Agrishow

Feira é palco de encontro inédito entre dirigentes de empresas de máquinas agrícolas, que fizeram um balanço da evolução e desafios para o setor
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Feira é palco de encontro inédito entre dirigentes de empresas de máquinas agrícolas, que fizeram um balanço da evolução e desafios para o setor

O feriado de 1º de maio está sendo marcado pela presença de um público recorde na AGRISHOW, que se realiza em Ribeirão Preto até sexta-feira, 3 de maio. De acordo com a organização do evento, mais de 35 mil pessoas vieram para a maior feira do agronegócio da América Latina.


A AGRISHOW foi palco nesta quarta do 1º Encontro de Dirigentes de Empresas de Máquinas Agrícolas do Brasil. Gigantes mundiais, players recém-embarcados no País e fabricantes nacionais compareceram ao encontro, que relembrou as conquistas do setor nos últimos 20 anos e listou os principais desafios para o futuro.

John Deere, AGCO, Tatu Marchesan, Montana, LS Mtron, Agrale, Mahindra e Fiat CNH foram as empresas participantes, além da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) e a direção da Agrishow. O encontro foi realizado no estante do Canal Rural, em parceria com a revista Agriworld.

Na primeira parte da reunião, foram apresentados os avanços do setor nas duas últimas décadas. “Antes, o agricultor brasileiro recebia apenas os produtos descontinuados na Europa e nos Estados Unidos. Hoje, os lançamentos são simultâneos, muitos deles antecipados aqui. Operamos com a mesma tecnologia que o resto do mundo”, argumentou o presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann.


Outros destaques lembrados foram o crescimento na aceitação da agricultura de precisão na mentalidade do produtor nacional, a grande participação da agricultura familiar, que detém 75% das propriedades agrícolas do Brasil, o auxílio do Governo Federal na criação de linhas de crédito agrícola, a importância de institutos de pesquisa, como a Embrapa, para o avanço das técnicas de cultivo, bem como a força dos órgãos de classe, como a CSMIA.

“Um ponto a ser considerado também é a capacidade de inovação das empresas nacionais, em especial as de menor porte, que estão mais próximas do produtor e conseguem captar mais rápido suas necessidades”, lembrou o presidente da CSMIA e da Montana, Gilberto Junqueira Zancopé.

Desafios

Para o futuro, foram levantados vários desafios, tanto macroestruturais, dependentes de políticas públicas, quando internos de cada empresa. Dentre os problemas mais lembrados, estão a alta tarifação brasileira, a carência de infraestrutura, o déficit de armazenamento e o encolhimento nas exportações.


“Há dez anos, a fábrica da Massey Ferguson no Rio Grande do Sul exportava 60% da produção. Hoje, é menos de 20%. Ainda bem que o mercado interno cresceu, pois os problemas de infraestrutura no País fazem com que os nossos preços sejam um dos mais elevados do mundo, inviabilizando as compras externas”, exemplificou o vice-presidente sênior da AGCO Brasil, André Carioba.

“Quem quer sofrer fortes emoções, escolheu o setor certo”, brincou o diretor da Tatu Marchesan, João Marchesan. Segundo ele, é preciso investir nos estoques reguladores de grãos para que não haja perdas desnecessárias. “Não armazenamos 60% do que produzimos. Nos Estados Unidos, eles têm capacidade para 120%.” O diretor também lembrou da necessidade de se desenvolver seguros agrícolas eficientes, para que o produtor tenha mais tranquilidade para trabalhar.

Já o gerente de negócios da Mahindra Brasil, Sérgio Borges, lembrou que toda cadeia produtiva deve se fortalecer e trabalhar em um mesmo ritmo, para que o tempo de entrega das máquinas ao comprador não seja comprometido. “Da fábrica de parafusos ao porto, o diálogo deve ser fortalecido.”


Aquecendo o debate, o presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann, lembrou que cabem às empresas simplificar os processos. “Chegamos a ter uma infinidade de plantadeiras, customizadas de acordo com os pedidos de várias demandas diferentes. É preciso reduzir esta complexidade de produtos, efetuar uma melhor gestão dos artigos e impedir que os estoques fiquem parados.”

Mesmo com todos os desafios a superar, os diretores acreditam que o Brasil é seguramente um dos países que encabeçam a agricultura mundial. “Somos criativos, temos capacidade de nos reinventar e superar os problemas que se apresentam”, pontuou o diretor de vendas e marketing da Agrale, Flavio Crosa.

Incentivo

O presidente da Agrishow, Maurílio Biagi Filho, ressaltou a garantia de permanência da AGRISHOW no local por mais 30 anos e pediu que os diretores das fabricantes de máquinas e implementos considerem levantar estandes permanentes no local.

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