ANÁLISE

Qual a produção brasileira de trigo feed desta safra?

Levantamento da Consultoria Trigo & Farinhas sobre produção brasileira
Por: -Leonardo Gottems
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O primeiro levantamento da Consultoria Trigo & Farinhas sobre a produção brasileira de trigo feed nesta safra detectou um volume bem menor do que o inicialmente previsto. A disponibilidade de trigo forrageiro para 2017/18, segundo o retrato feito neste mês de novembro, não deverá ultrapassar 500 mil toneladas, metade da estimativa inicial.

“Em primeiro lugar, temos que definir o que se considera exatamente trigo feed, ou forrageiro: nesta safra, está sendo assim considerado o trigo com PH menor que 74 (maior incidência no RS), ou que tenha PH alto, mas FN baixo (maior incidência no PR, mas também no RS). Então é um trigo com PH de 72 a 73,9, em princípio. A este deve-se somar o descarte, fruto de adequação de trigos com PH 74/75; se um trigo 74 passa na peneira 2,2mm, por exemplo, eleva ele para PH 75 e o que cai mistura no 72/73 e faz feed”, explica o analista Luiz Fernando Pacheco.

O trigo que está sendo colhido no RS é de “mediano a ruim”, segundo analistas locais, com W mais baixo, cor escura, estabilidade mais baixa, com PH 75 (maior parte) até 78 (menor parte), com um PH médio de 76: “Por enquanto, ainda pouco homogêneo, mas que ficará mais homogeneizado no decorrer dos meses (transilagem e tratamentos)”.

Dos trigos feed produzidos no RS, estima-se que as tradings já tenham adquirido cerca de 45.000 toneladas, até o momento. “Já no Paraná a situação é um pouco diferente. O Deral ainda não mensurou a produção de trigo forrageiro no estado, mas, a partir de algumas amostras das regiões sul (que sofreram com as chuvas) e do centro-norte (que sofreram com as geadas) acredita-se que seja possível uma produção de cerca de 300 mil tons de trigo forrageiro no estado”, afirma Pacheco.

Na região de Cascavel, a maioria dos trigos colhidos tem com PH 78. A colheita já terminou há mais de 30 dias e escapou das chuvas. Na região dos Campos Gerais, nesta última semana, só se colheu trigo tipo 2 e 3, mas os moinhos devem ajustá-los para a moagem. “Um moinho nos disse que recusou apenas uma carga, mas que o que parece estar acontecendo é que o trigo colhido está com PH alto (79), mas FN muito baixo (150, contra uma necessidade de pelo menos 280 e um ideal de 320). Na região norte do estado praticamente todo o trigo é para moagem, com um pequeno volume, não muito significativo, que sofreu com chuvas na colheita”, conclui.

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