Quatro casos de ferrugem da soja são confirmados no MS

Agronegócio

Quatro casos de ferrugem da soja são confirmados no MS

O clima favoreceu o surgimento dos três primeiros casos de ferrugem na região sul e um caso no nordeste
Por: -Redação
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O clima favorável, chuvoso e com temperaturas amenas, favoreceu o surgimento dos três primeiros casos de ferrugem asiática da soja na região sul e um caso no nordeste do Mato Grosso do Sul. Os diagnósticos foram feitos pelo Laboratório de Fitopatologia do Núcleo de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

O Consórcio Anti-ferrugem, sediado em Londrina (PR), registrou até a sexta-feira (01-12) passada quatro focos da doença no Estado, sendo apenas uma na região nordeste. A primeira ocorrência foi no dia 16 de novembro numa lavoura comercial em Laguna Carapã, plantada com a variedade CD 202; o surgimento da doença foi favorecida pelas temperaturas amenas. O segundo caso de ferrugem ocorreu no dia 20, em Aral Moreira, num plantio cultivado com a variedade VMax, devido ao clima chuvoso. O último registro do fungo foi no município de Antônio João no dia 23, numa unidade de alerta, plantada também com a variedade VMax.

A engenheira agrônoma Donita Andrade, responsável pelo laboratório da Fundação Chapadão, em Chapadão do Sul, nordeste do Estado, confirmou o primeiro foco da doença no município de Chapadão do Sul (o quarto foco no Estado), em amostra proveniente da Fazenda São Caetano. Trata-se de soja da variedade Msoy 6101, na fase R3/R4 de desenvolvimento. Segundo a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, de Londrina, este ano as chuvas favoreceram o plantio das lavouras mais cedo e houve um aumento no plantio de variedades precoces. "A partir de agora, o número de relatos tende a ser crescente, uma vez que a doença ocorre com maior frequência a partir do florescimento".

Cuidados

Produtores e técnicos devem redobrar a atenção ao monitoramento semanal em busca dos sintomas iniciais da doença. Quando mais cedo o controle, maior a sua eficiência. O principal dano ocasionado por essa doença é a desfolha precoce, que impede a completa formação dos grãos, com consequente redução da produtividade, segundo a Embrapa Soja. O nível de dano que a doença pode ocasionar depende do momento em que ela incide na cultura, das condições climáticas favoráveis à sua multiplicação após a constatação dos sintomas iniciais, da resistência, tolerância e do ciclo da cultivar utilizada.

A decisão sobre o momento de aplicação do fungicida deve ser técnica, levando em conta os fatores necessários para o aparecimento da ferrugem (presença do fungo na região, idade das plantas e condição climática favorável), a logística de aplicação (disponibilidade de equipamentos e tamanho da propriedade), a presença de outras doenças e o custo do controle. O atraso na aplicação, após constatados os sintomas iniciais, pode acarretar redução do rendimento da soja, caso as condições climáticas favoreçam o progresso da doença. O número e a necessidade de reaplicações vai ser determinado pelo estágio em que for identificada a doença na lavoura e pelo período residual dos produtos.

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