Queda do Dólar trava soja no Brasil

MERCADO FÍSICO

Queda do Dólar trava soja no Brasil

Movimento baixista foi provocado por uma mescla de dois fatores
Por: -Leonardo Gottems
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A pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) registrou queda de 0,19% nos preços médios pagos pela soja brasileira de exportação, chegando a R$ 89,40 a saca de 60 quilos. O mesmo levantamento apurou que o valor oferecido nas praças do interior do Brasil caiu para R$ 82,97/saca, o que representou uma baixa de 0,42%. 

Com isto, a queda mensal em outubro dos preços da soja nos portos aumentou para 6,50%, enquanto no interior esse decréscimo bateu os 6,76%, também de acordo com o Cepea. Na visão da T&F Consultoria Agroeconômica, o movimento baixista foi provocado por uma mescla de dois fatores.

“A queda do Dólar de 0,74% frente ao Real nesta segunda-feira (22.10) superou a pequena alta de 0,20% das cotações em Chicago. Os prêmios subiram apenas $ 5 cents/bushel para os embarques de novembro, mas se mantiveram estáveis para os meses de safra nova, não ajudando a elevar os preços internos”, aponta o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco.

“Nos mercados do interior do país os preços disponíveis continuam se mantendo inalterados, abaixo do que desejam os vendedores e, por isso, sem negócios rodando. No futuro a queda também travou os negócios: produtores no momento mais preocupados com início do plantio do que com a comercialização”, explica o especialista.

FUNDAMENTOS

A condição das lavouras de soja nos Estados Unidos se mantém inalteradas, mas a colheita está atrasada, de acordo com o relatório semanal de acompanhamento das culturas, divulgado nesta segunda-feira pelo USDA. O boletim registrou que 66% das lavouras estão entre boas/excelentes, exatamente como na semana passada, mas 5 pontos percentuais acima das condições na mesma semana do ano passado, quando apresentavam apenas 61%.

As lavouras em condição média são 23%, contra 27% do ano passado e as em condição ruim são 11%, contra 12% do ano passado. Já a colheita está bastante atrasada, devido às fortes chuvas e nevasca das últimas semanas: o percentual colhido está em 53%, contra 67% na mesma semana do ano passado e 69% de média dos últimos 5 anos.

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