Queda nos prêmios pressiona soja no Brasil

MERCADO FÍSICO

Queda nos prêmios pressiona soja no Brasil

Retratam a demanda internacional em nossos portos
Por: -Leonardo Gottems
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Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea, os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a quarta-feira (06.02) com preços médios da soja caindo levemente no Brasil. Foram 0,03% nos portos, para R$ 77,20/saca, e 0,07% no interior, para R$ 72,29/saca. Isso ocorreu apesar da alta expressiva do dólar nesta quarta-feira, de 1,09% e da cotação de Março em Chicago, de 0,16%. 

“A causa, mais uma vez, foi a queda nos prêmios (que retratam a demanda internacional em nossos portos), que permaneceram inalterados para março, mas caíram 2cents/bushel para abril, 2cents para maio, 7cents para junho e 5 cents para julho”, explica o analista da T&F Consultoria Agroeconômica Luiz Fernando Pacheco.

Segundo ele, no mercado interno continua a disputa por vendas de farelo de soja junto às fábricas de ração, num quase leilão às avessas e os problemas de queda nos preços dos combustíveis, que se refletem nos preços do biodiesel e no óleo de soja, não permitindo às indústrias oferecer preços
maiores para os agricultores.

“Por sua vez, com o mercado da soja spot mantendo os preços praticamente estáveis, os produtores continuam pedindo níveis maiores, inclusive na soja futura, para maio, preço melhor do que o disponível. Porém, poucos negócios são realizados, rodando somente por necessidade. Produtores aproveitando e vendendo milho a 35,00 para fazer caixa”, revela Pacheco.

FUNDAMENTOS

Relatório recebido da Corretora Granos registrou que as indústrias esmagadoras de soja no MS esmagaram um total de 217.200 toneladas de soja durante o mês de janeiro, das 248 mil tons existentes de capacidade estática. “O esmagamento de janeiro de 2019 foi 6,66% menor do que as 232.700 toneladas esmagadas em janeiro de 2018, segundo a mesma fonte, mostrando uma retração da demanda no estado, mas foi 33,42% superior à média de 162.789 toneladas esmagadas nos 5 anos anteriores”, conclui o analista da T&F.


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