Rally da safra aponta produção recorde

Rally da safra

Rally da safra aponta produção recorde

Atenção agora está voltada ao milho segunda safra 
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A safra brasileira de soja 2017/18 não foi perfeita: na maior parte do país a regularidade do clima contribuiu para novos recordes, em algumas regiões o plantio atrasou, enquanto noutras áreas houve períodos de estiagem que puseram em risco o potencial produtivo. Mesmo assim, segundo a Agroconsult, organizadora do Rally da Safra, a produção deverá alcançar 118,9 milhões de toneladas – contra 114,6 milhões de toneladas na safra passada – e produtividade média de 56,5 sacas por hectare (55,8 sacas por hectare em 2016/17). A área plantada cresceu para 35,1 milhões de hectares (ante 33,9 milhões de hectares em 2016/17).

Essas são as estimativas do Rally da Safra 2018, principal expedição técnica privada para monitoramento da safra de grãos no País, que esteve em campo de janeiro a março. O clima irregular provocou perdas pontuais nas regiões Oeste e Norte do Paraná, na metade Sul do Rio Grande do Sul, no Sudeste do Mato Grosso e no Sudoeste de Goiás. Mas essas questões foram compensadas por chuvas regulares que trouxeram excelente desempenho para o Piauí, Tocantins, Oeste da Bahia, Noroeste de Minas Gerais, Médio Norte e Oeste do Mato Grosso, Leste de Goiás, Mato Grosso do Sul e Planalto Gaúcho. “No início da safra, havia apreensão por conta do La Niña, que não se concretizou.

A chuva irregular trouxe atraso no plantio. Na sequência, eventos climáticos afetaram áreas de produção importantes. Esse cenário indicava uma safra menor, mas, ao final, tivemos produção e produtividade acima das expectativas”, explica André Pessôa, sócio diretor da Agroconsult. “Se o clima tivesse repetido o desempenho ou fosse tão regular quanto no ano passado, a safra brasileira de soja teria passado de 120 milhões de toneladas”.

Confirmando o que as equipes do Rally da Safra verificaram no ano passado, as lavouras demonstraram um novo patamar de potencial produtivo. “Os materiais que estão no campo apresentam tetos produtivos muito altos. Quem está investindo em tecnologia tem retorno e acaba se afastando da média dos produtores”, afirma Pessôa. Somente as lavouras de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul não bateram recordes de produtividade. A atenção agora está voltada ao milho segunda safra. Até o momento, o clima favorece seu desenvolvimento e a produtividade também poderá surpreender.
 

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