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Rastreabilidade ajuda a preservar qualidade do milho

Organização dos registros permite acompanhar o grão da colheita à expedição


Foto: USDA

A identificação e o registro de cada lote de milho ao longo da pós-colheita ajudam a acompanhar a origem dos grãos, as condições de secagem e armazenagem e o destino final da produção. A rastreabilidade pode ser organizada com códigos simples, fichas ou planilhas, desde que as informações sejam registradas de forma padronizada e permaneçam vinculadas a cada lote.

O acompanhamento começa ainda na colheita. Safra, talhão, data e sequência do lote podem formar um código único, que seguirá o milho durante as etapas seguintes. Também podem ser registrados o híbrido utilizado, a umidade na colheita e informações relacionadas ao manejo realizado na lavoura.

Um exemplo de identificação é 23-T03-20240615-01, código que representa um lote da safra 2023, proveniente do talhão 3, colhido em 15 de junho de 2024 e correspondente ao primeiro lote daquele dia.

Na colheita e no transporte interno, o controle pode incluir horários das operações, colhedora utilizada, operador responsável, condições climáticas gerais, veículos de transporte e tempo entre a saída do talhão e a descarga.

Esse intervalo é relevante porque atrasos entre a colheita e a secagem podem estar associados a situações de aquecimento ou fermentação dos grãos, especialmente em condições de calor e elevada umidade.

Na chegada ao armazém, a recomendação é manter o código de origem e registrar informações como data e horário de recebimento, umidade, teor de impurezas e, quando disponível, temperatura dos grãos.

A secagem também exige acompanhamento. Entre os dados que podem ser registrados estão o equipamento utilizado, o tipo de secador, os horários de início e término do processo, a temperatura máxima de secagem, quando disponível, e a umidade do milho na saída.

Esses registros permitem acompanhar se o lote passou pelas etapas previstas antes de seguir para a armazenagem.

Durante o período no silo ou armazém, a rastreabilidade continua com informações sobre volume armazenado, operações de aeração, temperatura dos grãos, movimentações internas e tratamentos fitossanitários.

A mistura de diferentes lotes também precisa ser registrada. O controle deve permitir identificar quais origens passaram a compor o novo volume armazenado.

As análises de qualidade podem incluir umidade, impurezas, porcentagem de grãos quebrados e ardidos. Testes de micotoxinas e classificação oficial também podem ser registrados quando forem exigidos para determinado destino ou comprador.

O monitoramento de pragas faz parte desse acompanhamento. Presença de insetos, pontos de aquecimento e focos de infestação podem ser registrados juntamente com os tratamentos realizados durante a armazenagem.

Na expedição, o histórico é completado com a identificação dos lotes que compõem cada carga, silo de origem, volume, peso em balança, caminhão, motorista, transportadora, comprador e número da nota fiscal.

Quando houver análises específicas para a carga, como limites de umidade ou micotoxinas, os resultados também podem permanecer vinculados à operação.

Com isso, uma eventual reclamação pode ser investigada a partir da carga comercializada, percorrendo o histórico de armazenagem, secagem, recebimento e origem no campo.

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