Referência mundial, CEA/Jundiaí celebra agricultura regional e segurança do trabalhador rural brasileiro

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Referência mundial, CEA/Jundiaí celebra agricultura regional e segurança do trabalhador rural brasileiro

Encontro reuniu autoridades, lideranças políticas, agricultores, órgãos oficiais e pesquisadores
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Encontro reuniu autoridades, lideranças políticas, agricultores, órgãos oficiais e pesquisadores, para comemorar 47 anos de fundação do centro de pesquisas de Jundiaí e 10 anos de funcionamento do Programa QUEPIA
 
Coordenador do QUEPIA anuncia Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agrotóxicos e ressalta liderança mundial do CEA/Jundiaí
 

Na noite da última quinta-feira o Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico de Jundiaí (CEA/IAC) comemorou os 10 anos da criação do Programa IAC de Qualidade de EPIs na Agricultura (IAC/QUEPIA). O evento reuniu cerca de 100 pessoas e também marcou os 47 anos de fundação do centro de pesquisas, hoje uma referência mundial em tecnologias para aplicação de agrotóxicos e equipamentos de proteção ao trabalho rural.
 
Realizado na ETEC Benedito Storani, situada ao lado do CEA/IAC, o encontro reuniu lideranças como o deputado estadual Luiz Fernando Machado (PSDB-SP), que tem raízes em Jundiaí e o presidente da Associação Agrícola de Jundiaí (AAJ), produtor rural Roberto Losqui.
 
Na abertura e no encerramento do evento, o pesquisador científico Hamilton Ramos, coordenador do Programa QUEPIA, destacou a posição de liderança mundial do centro de pesquisas sediado em Jundiaí no desenvolvimento de equipamentos, estudos e normas internacionais para a segurança do trabalho rural. Ramos anunciou ainda a criação da Unidade de Referência de Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agrotóxicos, que deverá começar a funcionar no mês de setembro próximo, nas dependências do CEA/IAC, com recursos privados e orçamento estimado em R$ 5 milhões.
 
Primeira iniciativa do gênero no País, a Unidade de Referência irá treinar agentes multiplicadores para disseminar medidas de segurança, proteção e eficiência na utilização de agrotóxicos. O trabalho envolverá universidades, empresas, consultores e outros órgãos de pesquisas. De acordo com o pesquisador Hamilton Ramos, o mau uso de agrotóxicos gera perdas anuais da ordem de R$ 2 bilhões ao agronegócio nacional.
 
Respeito à pesquisa - O ponto alto do evento foi o discurso do agricultor e líder da Associação Agrícola de Jundiaí (AAJ), Roberto Losqui. Ele enfatizou a importância do CEA/IAC no fomento à produção agrícola regional e nacional, e afirmou que os agricultores do Aglomerado Urbano de Jundiaí estão mobilizados para evitar o encerramento das atividades do centro pelo Governo do Estado de São Paulo. “Como agricultor dói estar aqui hoje e não encontrar autoridades estaduais que também deveriam estar”, resumiu Losqui, sob intensos aplausos.  
 
Para o deputado Luiz Fernando Machado, o CEA/Jundiaí é motivo de orgulho na cidade e na região. “Queria dizer publicamente que estou aqui em apoio ao trabalho que os pesquisadores desenvolvem no centro, sob a coordenação do Hamilton Ramos”, destacou Machado.
 
Em nome do grupo de apoiadores do Programa QUEPIA na iniciativa privada, o empresário Francisco Grzesiuk atribuiu o crescimento de sua empresa, fabricante de vestimentas de proteção destinadas a aplicadores de agrotóxicos, ao avanço continuado das pesquisas do QUEPIA ao longo dos últimos 10 anos.
 
Representantes da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – e do Ministério do Trabalho, Danielle Christine Filadelpho e João Batista Amâncio, respectivamente, ressaltaram a qualidade do trabalho do CEA/IAC visando o aprimoramento da segurança no uso de agrotóxicos.
 
A direção do CEA/IAC foi representada no evento pelo diretor-substituto do centro, o pesquisador Moisés Storino. Compôs a mesa, ainda, o diretor da ETEC Benedito Storani, Anderson Sanfins. A escola, que se apoia na estrutura acadêmica do CEA/IAC no desenvolvimento de atividades pedagógicas, é considerada um modelo de educação agrícola no Estado de São Paulo.
 
“O Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico tornou mais segura a atividade do trabalhador rural aplicador de agrotóxicos. Em 10 anos, a atuação do órgão posicionou o Brasil como a referência global em tecnologias de manejo desses produtos. Países como EUA, Espanha, França e Inglaterra hoje agem em parceria com o IAC/Jundiaí, na elaboração de normas e leis de segurança do trabalho envolvendo agrotóxicos”, salientou o pesquisador Hamilton Ramos.

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