Regulador de crescimento é aliado do algodão
CME MILHO (DEZ/20) US$ 4,200 (0,72%)
| Dólar (compra) R$ 5,63 (0,59%)

Imagem: Marcel Oliveira

PRODUTIVIDADE

Regulador de crescimento é aliado do algodão

Para fazer uso correto produtor deve conhecer a fundo sua lavoura para bons resultados
Por: -Eliza Maliszewski
572 acessos


A safra de algodão prevista para a próxima temporada deve ser menor. Conforme projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a demanda incerta e muitos produtores saindo do mercado do algodão e retornando para o plantio de milho e soja, que estão com a margem de lucro aumentada, devem puxar a área plantada para baixo. A estimativa é de cair 10,5%, com 1,49 milhão de hectares.

Por isso o produtor deve manejar bem a lavoura para extrair o melhor da qualidade produtiva. Um fator muito importante é o manejo dos reguladores na cultura.  Uma planta de ciclo longo costuma trazer prejuízos com pragas, apodrecimento dos frutos e crescimento alto das partes vegetativas, que chegam a dificultar a colheita, com tombamento. O assunto foi abordado pelo professor e pesquisador da Unoeste, Fábio Rafael Echer, durante o Cotton Experts, promovido pela Compass Minerals. 

Os reguladores de crescimento ou fitorreguladores visam reduzir a altura e o comprimento dos ramos, facilitar o manejo, os tratos culturais e a colheita. Outra vantagem é a melhoria da qualidade da fibra por meio da redução de impurezas. “Para alcançar uma grande produtividade, acima de 400 ou 500 arrobas, é preciso ter uma planta com desenvolvimento vegetativo vigoroso e equilibrado. Não espere bom desempenho de uma planta franzina”, aponta.

O regulador de crescimento faz esse equilíbrio da planta, definindo volume de folhas. Ele faz o balanço entre ramos vegetativos e reprodutivos, favorecendo o segundo. O especialista também aponta os reguladores de crescimento como aliados no controle de doenças como a mancha-alvo e ramularia. Eles alteram a arquitetura das plantas deixando elas mais compactas, permitindo maior entrada de luz e a eficiência de deposição de calda de inseticidas e fungicidas.  Com isso há abertura mais rápida e uniforme dos frutos.

Para aplicar o produtor deve ter muito conhecimento de todo sistema produtivo, que cultivar usa, nível de fertilidade do solo, se usa rotação ou planta de cobertura, como está o pegamento das estruturas. Isso que define se a aplicação deve ser feita e qual volume. 
O momento da primeira aplicação é extremamente importante para se obter maior eficiência. A primeira aplicação deve ser realizada quando as plantas tiverem entre 30 e 35 cm de altura, no caso das cultivares de porte alto; de 35 a 40 cm de altura, para cultivares de porte médio; e de 40 a 45 cm de altura, para cultivares de porte baixo. 

“Avalie a taxa de crescimento da planta, as condições de crescimento, a condição climática (seca, umidade excessiva, altas temperaturas). Somente se deve considerar a aplicação se a taxa de crescimento for superior a 5,5 cm por nó e se as condições de crescimento vegetativo estão boas a ponto de crescer demais.  Aí você determina a dose do produto”, define. 

Anúncios que podem lhe interessar


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink