Relatório do USDA não deve mostrar impacto do plantio atrasado
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Agronegócio

Relatório do USDA não deve mostrar impacto do plantio atrasado

Nova safra dos EUA teve a pior largada em quase 30 anos
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O relatório que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga nesta sexta-feira – o primeiro com o quadro completo de oferta e demanda para a temporada norte-americana 2013/13 – não ainda deve mostrar os impactos do atraso no plantio na produção de soja e milho do país. Depois de enfrentar todo tipo de complicação climática – seca, frio, neve e inundações – a nova safra dos EUA teve a pior largada em quase 30 anos.


Considerada uma data emblemática pelos produtores norte-americanos, a virada do mês de abril para maio tinha apenas 5% das lavouras de milho implementadas. Nesta semana, o índice chegou a 12%, ritmo ainda lento se comparado à média dos últimos anos (40%). Na soja, 2% da área haviam sido plantados, quando o normal para esta época do ano seria algo em torno de 15%. Diante do atraso, o temor é que os produtores não tenham tempo para semear toda a área planejada para o cereal. E, mesmo que consigam, não se sabe até que ponto o plantio tardio irá comprometer o desempenho das lavouras.

Mas nenhuma dessas duas perguntas deve ser respondida nesta sexta. Tradicionalmente, o USDA não mexe nas suas estimativas de plantio e produtividade no relatório de maio. Para projetar o tamanho da safra de grãos do país, costuma partir dos dados calculados no relatório de intensão de plantio, em março, e de rendimentos na linha de tendência, os mesmos utilizados nas projeções preliminares do Outlook Forum, em fevereiro.


Mantidas as projeções, a soja se estenderia por 31,2 milhões de hectares e, com produtividade média de 49,9 sacas por hectare, renderia aos EUA 92,7 milhões de toneladas. Com 39,4 milhões de hectares e 171,1 sacas por hectare, o milho somaria 369,1 milhões de toneladas. Analistas consideram a possibilidade de um leve corte de até 3 sacas por hectare na estimativa de produtividade do cereal, mas descartam a chance de reajustes no rendimento da soja ou na área de plantio dos dois grãos.

Neste cenário, nem mesmo incrementos de até 10% nos números de consumo fariam as cotações reagirem com altas à divulgação do relatório. Mesmo com demanda maior, os Estados Unidos iniciariam um processo de recomposição de estoques. Uma pesquisa realizada pela Dow Jones Newswires com investidores que operam na Bolsa de Chicago revela que a maior parte dos participantes do mercado espera que o documento do USDA mostre reservas bem mais gordas em 2013/14.


Na média, a expectativa é que os estoques de milho – que atingiram o mais baixo patamar em quase 20 anos após a quebra de mais de 100 milhões de toneladas na safra passada – passem de 19,2 milhões de toneladas em 2012/13 para 50,1 milhões de toneladas ao final do ciclo atual. Na soja, as reservas devem avançar de 3,4 milhões de toneladas para 6,5 milhões de toneladas na mesma base de comparação.

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