Rentabilidade da uva seduz produtor do Paraná
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Agronegócio

Rentabilidade da uva seduz produtor do Paraná

Dependendo da tecnologia aplicada, é possível lucrar R$ 20 mil por hectare, mesmo em época de seca
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Dependendo da tecnologia aplicada, é possível lucrar R$ 20 mil por hectare, mesmo em época de seca

No ano de quebra de grãos, o Paraná colhe uma das melhores safras de uva da história. A fruta, que fica mais doce em anos de seca, tem atraído um número cada vez maior de produtores. O principal motivo está no alto rendimento. Dependendo da tecnologia aplicada, é possível lucrar R$ 20 mil por hectare. A soja, principal cultura do estado, rende, em média, R$ 1,6 mil por hectare. Com uma produção estimada 110 mil toneladas, nesse ano a fruta deve render cerca de R$ 170 milhões no estado, considerando os preços atuais praticados no mercado.


Dados da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abas­­tecimento (Seab) indicam que a produção paranaense cresceu 35% na última década, quando saltou das 80 mil toneladas na safra de 2000/2001 para 108 mil toneladas na safra 2010/2011 – a colheita desse ano deve ser semelhante a do ano passado por conta da renovação de parte dos parreirais.

Apesar de a uva ser o fruto que mais gera lucro no estado, a cultura ocupa pequenas áreas – o tamanho médio das plantações é de um hectare – em função da necessidade de altos investimentos em tecnologia e o risco de perda, pois o fruto é bastante suscetível ao clima frio.


“Apesar de dar muito trabalho, é possível obter alto rendimento financeiro em pequenas áreas e assegurar a renda da propriedade”, explica Paulo An­­drade, engenheiro agrônomo da Seab.

O Paraná é o quarto maior produtor do país, com 7% do mercado, atrás de Rio Grande do Sul (57%), Pernambuco (14%) e São Paulo (12%). Sete mil produtores espalhandos por três regiões são responsáveis pela produção estadual onde parte é para consumo local e parte exportada para o estado paulista. No Norte, a uva fina de mesa, melhor variedade para se consumir in natura, é a mais plantada. Apesar dos números ainda não estarem consolidados, segundo a Seab, a safra desse ano foi excelente. No Sudoeste e nos Campos Gerais, a uva rústica, utilizada principalmente para produção de suco e vinho, ocupa a maior parte dos parreirais.

Em Campo Largo, nos Campos Gerais, Marcelo Domingues espera ser recompensado com uma grande colheita. A expectativa é retirar cinco toneladas do fruto do parreiral de 1,7 hectare. “Na próxima safra espero colher 15 toneladas”, diz.

A opção pela vinicultura é recente. Apenas no ano passado o produtor decidiu substituir o plantio de milho pelo parreiral. “Eu mexia com grãos e leguminosas e parti para fruticultura para diversificar. A uva compensa a renda de outras culturas”, afirma Domingues, que recebe R$ 0,70 por quilo da Vinícola Zanlorenzi, onde entrega a sua produção.


Carro chefe

Responsável por 40% da produção paranaense, Marialva, na região Norte, tem na uva a sua principal atividade econômica. A estimativa é de que 50% da receita agrícola do município tenham origem na cultura do fruto, onde cerca de 1,1 mil famílias produzem, a cada safra, 45 mil toneladas do fruto.

“As próprias famílias realizam a atividade que exige muita dedicação e técnica. Nossa expectativa é o aumento de 10% na produção em relação à safra anterior”, conta Silvia Capelari, engenheira agrônoma do Instituto Para­­naense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em Marialva.

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