Representatividade do cooperativismo do sul do País

CENÁRIO

Representatividade do cooperativismo do sul do País

Presidentes das Organizações de Cooperativas alinham ações para o setor nos três Estados
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A representação do cooperativismo do sul do Brasil, a criação de um Fórum com os presidentes das cooperativas agropecuárias e o plantio de culturas de inverno para produção de rações foram as temáticas abordadas, nesta semana, durante reunião com os presidentes das Organizações de Cooperativas da região sul (OCEs), na matriz da Cooperativa Central Aurora Alimentos, em Chapecó.

O presidente da OCESC Luiz Vicente Suzin, o presidente da OCERGS Vergilio Perius e o presidente da OCEPAR José Roberto Ricken alinharam a representação da região sul tanto no Conselho de Administração da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) quanto no Conselho do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP Nacional) em função da eleição do sistema cooperativista nacional que ocorrerá neste ano. Conforme consenso dos dirigentes, a indicação no processo será a seguinte: na OCB o efetivo será Perius (RS) e o suplente Ricken (PR), enquanto que no SESCOOP permanecerá como efetivo Suzin (SC) e o suplente Ricken.

“O Sul precisa de representação no cenário nacional, pois possui um cooperativismo forte, atuante e bem organizado. Além disso, temos uma ótima parceria entres os três presidentes, definindo ações conjuntas para fortalecer as relações institucionais entre as organizações e, consequentemente, melhorar o serviço prestado às cooperativas”, enfatizou Suzin. As reuniões entre os presidentes das OCEs são realizadas três vezes por ano com ênfase nos interesses do cooperativismo e para levantar as reivindicações que serão apresentadas em Brasília.

Pela relevância do agronegócio no sul do País, Suzin apresentou a proposta de criação de um fórum composto pelos presidentes das cooperativas do ramo agropecuário. “Esse setor é muito forte nos três Estados, por isso a proposta foi bem aceita. O próximo passo consiste na elaboração de um estudo com a definição de temas que serão tratados e também a maneira que será realizado. A intenção é concretizar a proposta no segundo semestre deste ano tendo como o primeiro Estado sede Santa Catarina”, antecipou.

Com a preocupação da escassez do milho, em decorrência de fatores naturais e econômicos, os presidentes das OCEs discutiram uma proposta levantada pela OCESC de aprofundar um levantamento desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre plantio de culturas de inverno para produção de rações. O propósito é formalizar um documento (endossado pelas três entidades) que será enviado à OCB e, posteriormente, remetido ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), solicitando recursos para fortalecer esse projeto.

“A proposta prevê o incentivo para o plantio de trigo especial, triticale e cevada, com o objetivo de substituir a utilização do milho para alimentação dos animais. O Rio Grande do Sul tem interesse e no Paraná pode ser cultivado parte do território. Em uma fase inicial, Santa Catarina poderia plantar aproximadamente 100 mil hectares de trigo, 10 mil hectares de triticale e 10 mil hectares de cevada. Porém, sabemos que o Estado tem potencial para plantar até 600 mil hectares, mas para isso, precisamos aprofundar a pesquisa e fortalecer essa ideia”, argumenta o presidente da OCESC.


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