Reserva de grãos do Líbano está no fim
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Imagem: Divulgação

ABASTECIMENTO

Reserva de grãos do Líbano está no fim

Estoques são suficientes para menos de um mês e a necessidade é de três meses
Por: -Eliza Maliszewski
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Após a explosão que destruiu parte do Porto de Beirute, nesta terça-feira (4), outra preocupação paira sobre o Líbano. O principal silo de armazenamento de grãos, que ficava no local, foi destruído.

Em entrevista à Reuters o ministro da economia, Raoul Nehme, explicou que os estoques são suficientes para menos de um mês e a necessidade é de pelo menos três meses de reservas de grãos, embora ainda haja reserva de farinha suficiente para evitar uma crise de desabastecimento.

A preocupação com os alimentos ganhou ainda mais importância após a explosão mesmo que a economia do país já viesse em queda, desacelerando as compras de grãos no ano.

O silo destruído tinha capacidade para 120 mil toneladas mas tinha apenas 15 mil toneladas. O distrito portuário de Beirute foi destruído pela explosão, o que desativou o principal ponto de entrada para importações que alimentam uma nação com mais de 6 milhões de pessoas. Trípoli, a segunda maior instalação do Líbano, disse que o local não tem armazenamento de grãos, mas as cargas podem ser levadas para armazéns a 2 quilômetros de distância. O país tenta enviar a Trípoli quatro navios com 25 mil toneladas de farinha.

"Tememos um enorme problema na cadeia de suprimento, a menos que haja um consenso internacional para nos salvar", disse Hani Bohsali, chefe de um sindicato de importadores.

Em relação ao Brasil as relações comerciais são centenárias mas não há representatividade. No ano passado as vendas ao país foram 0,24% do total de exportações. No entanto os libaneses são principal comprador de bovinos vivos. Em 2019 foram embarcadas 32,9 mil toneladas, sendo o terceiro maior mercado. O país também compra café, cereais como o milho, fumo e carnes, especialmente de frango e bovina. 


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