Restrições dos europeus devem ser levadas em conta, diz especialista
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Imagem: Pixabay

Mercosul-UE

Restrições dos europeus devem ser levadas em conta, diz especialista

Eles temem acordo da União Europeia com o Mercosul
Por: -Leonardo Gottems
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As restrições dos europeus em relação ao acordo comercial da União Europeia com o Mercosul devem ser levadas em conta, afirmou Roberta Züge; Diretora Administrativa do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS). “Tais alegações, mais do que uma questão de reserva de mercado, devem ser encaradas como um forte alerta para que o país não retroceda, que continue a conquistar espaço, demonstrando grande parte da produção que está em aderência aos conceitos de sustentabilidade, em toda a sua esfera. Ações de alguns podem prejudicar fortemente o trabalho já realizado por muitos outros”, comenta. 

As alegações em questão levam em conta uma preocupação dos europeus com o cenário ambiental brasileiro e também a exigência de uma política comercial que garanta preços justos e remuneradores, proteja o meio ambiente e respeite os direitos humanos.  

“Com isto, os agricultores e camponeses europeus pedem aos seus governos que rejeitem o acordo UE-Mercosul. Para o presidente Erwin Schöpges, da EMB- European Milk Board, o acordo prevê o aumento das importações de, por exemplo, carne, açúcar e soja dos países do Mercosul, cuja produção está se tornando cada vez mais industrial devido à orientação agressiva para exportar. Ele também critica que a Amazônia, por mais crucial que seja para o clima e a biodiversidade, deve obedecer a esse sistema industrial. Enfatiza que há violações dos direitos humanos”, completa. 

“Para eles, as importações crescentes e não qualificadas dos países do Mercosul estão intensificando a pressão sobre os custos para as famílias de agricultores e camponeses europeus. Reitera que essa política comercial e as diferenças entre os padrões ambientais, sociais e de produção em benefício do agronegócio estão acelerando o declínio dos agricultores dos dois lados do Atlântico”, conclui. 

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