Resultado de safras é oportunidade para fortalecer mecanismos anticrise

Agronegócio

Resultado de safras é oportunidade para fortalecer mecanismos anticrise

Intenção é reduzir impactos das crises sobre os produtores
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O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz, considera que o bom momento vivido pelo setor agropecuário nas últimas duas safras, com perspectiva de manutenção para a próxima, é a oportunidade de desenvolver “mecanismos anticíclicos” para reduzir os impactos de uma nova crise sobre os produtores.


Segundo Vaz, o mercado tem indicado que na safra 2011/2012, que se inicia em julho, as margens de lucro devem se manter estáveis, mesmo com aumento dos custos de alguns insumos. Como resultado da elevação dos preços das commodities agrícolas no mundo, a produção vai aumentar, caso não ocorram catástrofes climáticas nas maiores regiões produtoras.

Com o aumento da produção, os estoques mundiais aumentam e, consequentemente, os preços devem ser pressionados para baixo, o que pode gerar uma nova crise de renda para os agropecuaristas. Esse cenário deve ocorrer, segundo Vaz, entre as safras 2012/2013 e 2013/2014. Nessa época, os “mecanismos anticíclicos” precisam estar fortalecidos.


Vaz disse que o seguro agrícola e as negociações em mercados futuros estão entre os principais desses mecanismos para evitar que os produtores sofram fortes impactos, em alguns casos irreversíveis, nas próximas crises. Apesar de cobrirem uma parcela ainda pouco significativa dos produtores, suas participações devem crescer, segundo o secretário, de forma mais rápida daqui em diante.

Depois da crise iniciada na safra 2004/2005 - causada principalmente pela variação brusca no câmbio, que aumentou significativamente o problema da dívida rural -, a recuperação de renda das últimas safras tem gerado o fenômeno inverso, de redução do endividamento. Naquele período, os agricultores plantaram com alto custo atrelado ao dólar (cotado na época a R$ 3,10) enquanto a comercialização se deu com preços em baixa e câmbio desfavorável (dólar cotado a R$ 2,60).


Segundo o secretário, que tomou posse há menos de 20 dias, a principal missão apresentada a ele quando aceitou assumir o cargo é a de “promover mudanças estruturais na política agrícola que visem a correção da volatilidade de renda do produtor e a maior eficiência de gestão”. Vaz é funcionário do Banco do Brasil há 29 anos e ocupava, desde o início de 2007, o cargo de diretor de Agronegócios da instituição.

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