Retomada dos preços reanima suinocultores em Santa Catarina

Agronegócio

Retomada dos preços reanima suinocultores em Santa Catarina

O valor pago pelo quilo do suíno vivo no mercado independente subiu em média 20% nas últimas semanas e trouxe otimismo para os produtores
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Em Santa Catarina, líder nacional em produção (900,4 mil t) e exportação (194,5 mil t) de carne suína, os produtores estão empolgados com a recente recuperação do preço. Nas últimas quatro semanas, o valor do quilo do animal vivo no mercado independente subiu de R$ 3,30 para R$ 4,05, de acordo com os indicadores da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS). E de R$ 2,99 para R$ 3,56, segundo o indicador do Cepea/Esalq. As principais agroindústrias do estado também reajustaram o preço pago aos integrados e cooperados em R$ 0,10, para R$ 2,90 (JBS e BRF) e R$ 3 (Aurora).

Embora ainda esteja abaixo do desejado pelo setor, o aumento é um alívio para os 8 mil suinocultores do estado, que sofreram com a crise provocada pelo aumento do preço do milho, atualmente cotado a R$ 43. “O primeiro semestre do ano foi terrível. Mas as perspectivas são positivas. Esperamos que o preço da soja e milho ceda um pouco e que o preço do suíno aumente. Os últimos dias foram positivos neste aspecto”, afirma Marcos Perazzoli, sócio e responsável pela parte administrativa da Granja Perazzoli, em Fraiburgo. Marcos é cooperado da Copérdia e abate 10 mil animais por mês.

Dono de 500 matrizes, o produtor Basílio Knakiezicz, de Nova Erechim, também tem confiança no futuro. “Antes nós estávamos pagando para trabalhar, só tínhamos prejuízos. Agora as coisas começaram a se acertar, mas ainda precisa melhorar”, diz. Em maio deste ano, o quilo chegou a custar R$ 2,84 pelo indicador Cepea/Esalq.

O aumento recente foi motivado pela redução na oferta de animais, a melhora gradativa no mercado interno e a exportação, que aumentou 19,6% no primeiro semestre de 2016 em Santa Catarina. “O mercado do suíno está vivendo uma fase tumultuada. Muita gente deixou a atividade, principalmente entre os independentes. Com a queda na produção, aos poucos, começa a ressurgir um equilíbrio entra a oferta e demanda”, diz Mário Lanznaster, presidente da Aurora Alimentos, 4ª maior empresa de produtos suínos do Brasil, sediada em Chapecó, com 18 mil abates/dia.

Segundo o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio Luiz de Lorenzi, a situação melhorou um pouco e isso é fundamental para retomar o ânimo dos produtores. No entanto, ele avalia que o valor ainda está bem abaixo do necessário para o suinocultor lucrar. “Nós ainda não pagamos os custos de produção. O mercado precisa reagir com mais força até o fim do ano para pelo menos empatar e não gerar prejuízos”, opina.

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