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Rio Grande do Sul renova programa de diversificação

Estado gaúcho vai incentivar o plantio de milho e feijão


Maior produtor de tabaco no País, estado gaúcho vai incentivar o plantio de milho e feijão. Assinatura reuniu representantes de diversas entidades do agronegócio em Porto Alegre. Entre as ações do programa está um dia de campo que deverá acontecer no início de 2016.

Foi renovado nesta quinta-feira, 05 de novembro, o Programa Milho e Feijão Após a Colheita do Tabaco no Rio Grande do Sul. A assinatura foi realizada em Porto Alegre, na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi). Desenvolvido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), o programa tem o apoio do governo estadual e de diversas entidades ligadas à agricultura. No final de outubro, o programa também foi renovado em Santa Catarina e no Paraná.

Participaram da renovação o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Ernani Polo, o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Iberê de Mesquita Orsi, o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FETAG), Carlos Joel da Silva, o diretor da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), Mauro Flores, o diretor-técnico da Fundação Estadual de Pesquisa e Agropecuária (Fepagro), Carlos Alberto Oliveira, representantes de outras entidades parceiras do agronegócio, deputados e imprensa. 

De acordo com o secretário Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Ernani Polo, o termo de cooperação assinado é uma iniciativa importante que já foi desenvolvida em outros anos. "Damos total apoio para estimular o plantio de milho e feijão após a cultura do tabaco, aumentando a renda dos produtores. Em um ano com problemas climáticos como este, percebemos como é ainda mais importante para o produtor ter mais opções de renda em sua propriedade", avalia. Segundo o secretário-adjunto do SDR, Iberê Orsi, é preciso levar alternativas de renda para os produtores e o programa alcança esse objetivo. "Apoiamos as iniciativas que aumentem a renda do pequeno produtor", afirmou.

Para o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, o apoio das entidades parceiras é essencial para difundir o programa que trabalha três pilares: a proteção do solo, a otimização de recursos e o estimulo à sustentabilidade. "A indústria entende que o produtor deve ter opções de renda e tem incentivado essa prática desde os anos 70, com o reflorestamento, e a partir de 1985, com o cultivo de grãos para o consumo próprio ou que sirvam como insumos para outras culturas. O produtor diversificado, além de auferir mais renda, terá um custo menor de produção e de mão de obra, considerando que são utilizados os mesmos fertilizantes da produção de tabaco na safrinha seguinte. O objetivo principal é plantar mais, colher mais e auferir mais renda nas pequenas propriedades rurais", afirma o executivo. 

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de tabaco brasileiro. Com mais de 80 mil produtores, a cultura é produzida em 274 municípios gaúchos. Segundo o presidente da Afubra, Benício Werner, a grande maioria dos produtores já é diversificada. "Nosso objetivo é sensibilizar o produtor para que produza mais grãos, aumentando o incentivo especialmente no caso do feijão, uma vez que o milho já está bastante difundido tanto como alimento, como é também para a silagem", disse o representante dos produtores.

Na prática, além da estrutura de campo das empresas associadas ao SindiTabaco, técnicos das entidades parceiras também irão atuar na divulgação das vantagens do plantio da safrinha, assistência técnica e capacitação de produtores, incentivo à diversificação da propriedade, redução dos custos de produção de proteína animal (carne, leite e ovos), uso de práticas conservacionistas, como plantio direto e cultivo mínimo. Além disso, entre as ações do programa está um dia de campo que deverá acontecer no início de 2016.

Vantagens para o produtor
• Diversificar suas atividades
• Proteger o solo da erosão
• Aproveitar o residual da adubação do tabaco
• Evitar a proliferação de pragas e ervas daninhas
• Colher mais alimentos para a sua família
• Economizar na alimentação dos animais
• Gerar renda extra na propriedade

Como obter melhores resultados?
* A melhor época para semear o milho e o feijão da safrinha é imediatamente após a colheita do tabaco, na maioria das regiões entre os meses de janeiro e fevereiro;
* Não há necessidade de fazer adubação de base na resteva do tabaco. Basta apenas uma adubação de cobertura com Ureia, utilizando de 2 a 3 sacos por hectare;
* Para o plantio de milho, faça uma linha sobre cada camalhão de tabaco. Se utilizar máquina de tração animal, regule para cair entre 6 a 8 grãos por metro corrido. Se optar pelo uso do saraquá, coloque 3 sementes por cova, na distancia de 40 em 40 centímetros;
* Para o plantio de feijão, faça duas linhas sobre cada camalhão de tabaco. Regule o saraquá para cair entre 3 a 4 grãos por cova, na distancia de 40 em 40 centímetros. Não se esqueça de utilizar o bico adaptado, no caso de Plantio Direto. Se utilizar semeadeira, deixe cair entre 10 a 12 grãos por metro corrido;
* Informe-se com Técnicos de Assistência do seu município para obter as melhores informações sobre variedades mais indicadas e procedimentos técnicos mais adequados.
 

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