RS: chuvas devem melhorar em janeiro
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Imagem: Marcel Oliveira
CLIMA

RS: chuvas devem melhorar em janeiro

Em fevereiro e março o clima é desfavorável para a agricultura
Por: -Eliza Maliszewski

O Rio Grande do Sul, um dos grandes produtores de grãos nacional, já consolida perdas pela estiagem no milho primeira safra e enfrente dificuldades para concluir a semeadurada soja. O estado vive os efeitos do fenômeno La Niña que, historicamente, diminui as chuvas no Sul. Os problemas começaram já em novembro quando os volumes acumulados ficaram abaixo dos 75 milímetros na maioria das regiões. 

Em sua última atualização, no dia 9 de dezembro, a National Oceanic and Atmospheric Administration, Climate Prediction Center (NOAA-CPC), divulgou que a La Niña tem 95% de chance de continuar durante o verão (dez-jan-fev) e de 60% de ir até o outono de 2022.

Segundo projeções do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga), feitas pela meteorologista Jossana Ceolin Cera, em relação ao trimestre janeiro, fevereiro e março de 2022, os cenários divergem mas ainda assim espera-se uma melhora nas precipitações. Para o International Research Institute for Climate Society (IRI) há entre 40 a 45% de chance das chuvas ficarem abaixo da média no período.

Já o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas entre normal e acima da normal em janeiro, com valores acumulados que podem ficar acima dos 160mm na Fronteira Oeste, Campanha e Região Central. "Vale lembrar que, nos cinco últimos anos, ou seja, de 2017 até 2021, todos os meses de janeiro tiveram precipitações acima da média, se não em todo o RS, ao menos em boa parte do território. Isso dá maior confiabilidade nesta previsão que está sendo colocada. Maior quantidade de chuva em janeiro é muito desejável, devido à alta demanda das lavouras de soja ou de milho em rotação durante o período reprodutivo", diz a meteorologista.

Para fevereiro, o modelo volta a prever que as chuvas fiquem abaixo do normal, com acumulados totais entre 100 e 130mm, na maior parte das regiões. Para março, o modelo prevê precipitação entre normal e abaixo da normal, com valores acumulados entre 100 e 130mm, na maioria das regiões.


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