RS: colheita da canola traz otimismo a agricultores da Serra
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AGRONEGÓCIO

RS: colheita da canola traz otimismo a agricultores da Serra

Municípios de Vila Flores, Nova Prata e Nova Bassano contabilizam cerca de 126 hectares cultivados
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O cultivo de canola na serra gaúcha vem aumentando a cada ano e, neste período, muitas lavouras encantam pela beleza das flores. A cotação dos grãos, equiparada ao preço da soja, traz boas expectativas aos produtores de todo o Brasil.

Nos municípios de Vila Flores, Nova Prata e Nova Bassano há aproximadamente 126 hectares de canola plantada e a colheita desta safra promete ser farta, já que as condições climáticas do inverno foram adequadas para a produção. A previsão é de que a colheita seja feita entre o final de outubro e início de novembro, explica o técnico da Coopercampos, Nestor Magoga.

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola), a área de canola cresceu 12% neste ano, com os cultivos concentrados no Rio Grande do Sul, principalmente na região do Noroeste/Missões, onde as lavouras estão mais próximas da indústria esmagadora que fomenta a produção. Segundo o levantamento, a área com canola no Brasil contabilizou 37 mil hectares nesta safra, com cultivos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. As primeiras colheitas atingiram cerca de 500 hectares na primeira semana de agosto, mas as operações são intensificadas em setembro.

A canola produzida em todo o Brasil, além dos benefícios para o produtor rural, tem outras vantagens na cadeia produtiva e tem como destino as indústrias como explica o analista Paulo Ferreira, da Embrapa Trigo. "Para a indústria, é muito importante o cultivo porque é uma opção para a produção de biodiesel a nível de Brasil. Para o consumidor, é um óleo de boa qualidade e um alimento funcional por ter grande quantidade de ômega 3, vitamina E e baixo teor de gordura saturada".

Quem visita as lavouras de canola encontra também muitas abelhas em intenso trabalho. Cada hectare de canola pode gerar aproximadamente 40 quilos de mel. "Alguns híbridos de canola podem ficar até dois meses em floração. É neste momento que acontece a visitação dos polinizadores, como as abelhas, que pode levar a um aumento de produtividade de até 30% na canola", explica o pesquisador Alberto Marsaro Junior. O pesquisador sugere algumas práticas para favorecer a presença dos polinizadores nas lavouras como o manejo adequado de inseticidas, preservação da vegetação nativa no entorno e, ainda, a parceria entre agricultor e apicultor para levar as colmeias até a lavoura.

Em uma das cidades da serra gaúcha que produzem canola, Nova Prata, quatro produtores estão investindo no plantio da semente em 63 hectares de terra e a expectativa é de colher entre 30 a 40 sacos por hectare. Na propriedade de Luis Carlos Carpenedo, na comunidade de Santa Terezinha, a plantação vira atração neste período de floração e é um dos cenários preferidos para fazer books fotográficos por famílias ou até mesmo para casamentos. "No final de semana, tinha fila de carros para entrar na lavoura", comenta o agricultor, que há cerca de cinco anos cultiva canola como cultura de inverno.

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