RS: gado de corte ainda mantém estado corporal satisfatório
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Imagem: Divulgação
PECUÁRIA

RS: gado de corte ainda mantém estado corporal satisfatório

A baixa ocorrência de chuvas incide na dificuldade de desenvolvimento das pastagens
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A baixa ocorrência de chuvas incide na dificuldade de desenvolvimento das pastagens e o gado de corte ainda mantém estado corporal satisfatório, sendo possível começar a observar um menor ganho de peso dos animais. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e divulgado nesta quinta-feira (16/12) pela Gerência de Planejamento (GPL) da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), os pecuaristas realizam consertos e manutenção das cercas, fornecimento de sal comum e sal mineral para os rebanhos, aplicam tratamentos antiparasitários e vacinação contra as clostridioses, além da vacinação contra raiva herbívora nos locais indicados pelas inspetorias de defesa agropecuária (IDAs).

A época de parição está praticamente encerrada, restando somente os animais de propriedades que não adotam temporada de monta. O período destaca-se pelas fêmeas em parição ou lactação e por terneiros em desenvolvimento. As matrizes estão sendo inseminadas com inseminação artificial (IA), inseminação artificial em tempo fixo (IATF) ou colocadas em monta natural.

CULTURAS DE VERÃO

O período entre 06 a 12/12 foi caracterizado pela continuidade do tempo seco, predomínio de sol forte e temperaturas elevadas durante o dia com declínio ao anoitecer, presença de ventos e umidade relativa do ar muito baixa nos horários mais quentes. Esse cenário não favoreceu a soja em implantação, tampouco a consolidada, devido à ausência de umidade no solo afetar o desenvolvimento da cultura e praticamente paralisar a semeadura e os tratos culturais. O plantio chega a 88% da área total estimada, sendo que 97% está em germinação e desenvolvimento vegetativo e 3% em fase de floração.

A semana transcorreu com tempo predominantemente seco no Estado, condição que vem se acentuando desde a segunda quinzena de outubro e resultando em efeitos negativos à cultura do milho. Os baixos volumes de chuvas ocorridos em algumas localidades não chegaram a alterar o cenário. A área cultivada chega a 97% do total estimado, sendo que as condições do tempo têm acelerado o ciclo da cultura e em 7% dos cultivos já ocorre a maturação, outros 35% ainda está em germinação e desenvolvimento vegetativo; 25% em floração e 33% em enchimento de grãos.

Os cultivos de arroz estão sendo beneficiados pelas condições favoráveis de desenvolvimento, por se tratar de cultura com água disponível para todo o ciclo. O plantio da cultura no Estado corresponde a 98% da intenção projetada de 943.893 hectares. Destes, 95% está em germinação e desenvolvimento vegetativo e 6% em floração.

OLERÍCOLAS

Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições climáticas adversas com temperaturas elevadas e ausência de precipitações exigiram maior fornecimento de água aos cultivos. A região mais afetada é a Fronteira Oeste, onde mesmo com irrigação, já há falta de oferta de folhosas na feira municipal de São Borja. Horticultores relatam a dificuldade de produção e a demanda por estruturas que proporcionam sombreamento, que minimizam os efeitos do calor e da insolação. Em Itacurubi, a dificuldade de produção se associa à necessidade de economia de água, já que a maior parte dos horticultores é abastecida pela rede de água municipal.

FRUTÍCOLAS

Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, áreas de maçã a Noroeste do RS estão em plena colheita, com excelente carga de frutos, boa sanidade e desenvolvimento. Pêssego e ameixa, em plena frutificação e colheita das variedades precoces, com frutos de boa qualidade, boa produtividade e boas vendas. Inicia a frutificação nos citros, sendo necessária boa umidade no solo para os frutos se desenvolverem. A falta de chuvas preocupa produtores e também a alta evapotranspiração em virtude da baixa umidade do ar e das altas temperaturas. Nessa fase ocorre o controle de cochonilhas, ácaros, pulgões, larva minadora e o manejo em prevenção à pinta preta é realizado. A colheita de melão e melancia foi iniciada; a comercialização ocorre na propriedade e em quiosques improvisados na beira de rodovias da região.

Foram registradas perdas na produção de melancia em decorrência das altas temperaturas, com má formação de frutos, maturação irregular e morte de plantas. Tal circunstância irá reduzir a produção de algumas propriedades, ainda não passível de quantificação.


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