RS aumentou produção de trigo em 140% nos últimos 40 anos
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ESTUDO

RS aumentou produção de trigo em 140% nos últimos 40 anos

Mesmo reduzindo sua área plantada em 63% no período
Por: -Leonardo Gottems
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De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, o Rio Grande do Sul reduziu sua área de trigo em 63%, mas aumentou em 140% a produção nos últimos 40 anos. A pesquisa foi feita comparando essa relação ano a ano de 1977 a 2017.

No período entre 1977 (começou uns 20 anos antes) e 1990 a produção era tutelada em 100% pelo governo, que dava subsídios aos produtores e aos moinhos. Era o sistema CTRIN, pelo qual o produtor produzia, colhia, entregava em um silo, pegava uma declaração de depósito, emitia uma nota fiscal, levava para o Banco do Brasil, que pagava o mesmo preço para todos igualmente (aparentemente com um lucro de 30%). O Banco, por sua vez, revendia o trigo para os moinhos, por um preço 30% menor, para dar lucro também aos moinhos.

“O problema é que ninguém verificava a qualidade destes trigos e nem caprichava na produtividade, porque os lucros estavam garantidos. Como resultado, a produtividade média antes de 1990 era de 900 quilos/hectare. A área plantada em 1979 foi de 1,90 milhão de hectares (2,7 vezes mais que a do ano passado) e a produção foi de 1,0 milhão de toneladas ( 23% a menos)”, explica o analista Luiz Fernando Pacheco, palestrante no Fórum De Trigo, que será realizado durante a Expodireto na próxima quarta-feira (07.03), em Não-Me-Toque (RS). 

Com a entrada do governo Collor, este sistema acabou e o setor teve que voltar 100% às leis de mercado: “Teve sorte que alguns anos antes havia começado a pesquisa de trigo no Brasil, que ainda estava incipiente. Foram outros 10 anos até que o novo sistema fosse plenamente implantado (que é o tempo da pesquisa se desenvolver), mas, finalmente, o processo deslanchou e a produção cresceu (mas, a produção ficou cara e a área foi reduzida em 63%). Se tivesse a produtividade de 2017 e a área de 1979, a produção seria de 5,22 milhões de toneladas (mais que a produção brasileira de 2017), só no RS”.

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