RS inicia vacinação contra aftosa a partir de 03 de janeiro

Agronegócio

RS inicia vacinação contra aftosa a partir de 03 de janeiro

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O Departamento de Produção Animal (DPA) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) do Rio Granwde do Sul começa a primeira etapa de imunização contra febre aftosa do rebanho bovino e bubalino no Estado a partir de 03 de janeiro de 2005.

Nesta fase, a cobertura vacinal do gado ocorrerá em dois períodos: de 03 a 31 de janeiro na Metade Sul e de 1º a 28 de fevereiro na Metade Norte do Rio Grande do Sul. A previsão é de que se vacine 10 milhões de reses na Zona Sul e 3,5 milhões de cabeças no Norte gaúcho, envolvendo 360 mil pecuaristas. "Montaremos uma operação de guerra para buscar o índice de 100%, superando os 94% obtidos no ano passado", projeta o chefe do Serviço de Erradicação e Combate à Febre Aftosa (Secofa) do DPA, Antonio Ferreira Netto.

O técnico detalha que, do total de animais estimado, 4 milhões de cabeças (3 milhões na Metade Norte) devem ser vacinadas gratuitamente, de acordo com critérios estabelecidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os produtores favorecidos, proprietários de até 50 reses, serão indicados através da Emater e dos sindicatos rurais. "Um produtor que mantém 70 bovinos e está enquadrado nas regras do Pronaf terá direito a imunizar sem ônus 50 animais, pagando a diferença", explica o veterinário. A aquisição de doses a serem entregues aos beneficiários do Pronaf custará R$ 5,5 milhões e os frascos já estão sendo distribuídos na região Sul.

Ferreira Netto alerta que os pecuaristas têm a obrigação de saber a importância da vacinação. "Pedimos o apoio de organizações parceiras, como Emater e federações da Agricultura (Farsul), dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) e dos Municípios (Famurs), além do Conselho de Secretários Municipais de Agricultura (Consema)", reivindica. Ele lembra que o produtor que não vacinar no período estabelecido pela SAA será intimado a comparecer na Inspetoria Veterinária e Zootécnica (IVZ) do respectivo município. Em caso de não comprovação pelo criador do procedimento, haverá a definição de um dia a ser realizada a cobertura vacinal e pagamento de multa de 2% sobre a valorização dos animais baseada na pauta diária da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). Conforme o especialista, é descartada a prorrogação da campanha.

A estrutura do DPA envolverá 240 IVZs, 111 postos em convênio com prefeituras, 300 veículos, aproximadamente 250 veterinários (88 emergenciais), 1,5 mil auxiliares de serviços rurais (aproximadamente 800 emergenciais) e 300 funcionários administrativos responsáveis pela tabulação dos dados. Os técnicos do departamento sugerem que, durante a etapa de vacinação, o produtor declare todos os animais da propriedade, o que inclui, por exemplo, rebanho ovino e plantel de aves. "Por lei, o produtor precisa cadastrar animais até 30 de abril, mas é importante que seja preenchida a declaração na campanha vacinal em razão de que o DPA está sendo informatizado, com inserção dessas informações no novo sistema previsto para entrar em funcionamento até o final do primeiro semestre de 2005", justifica o veterinário.

Conforme o DPA, de 2 de janeiro até 5 de março deste ano, a cobertura vacinal abrangeu 12.964.678 cabeças, equivalentes a 94% do rebanho de 13,82 milhões de reses no Rio Grande do Sul. Em 2003, a imunização chegou a 12.916.817, correspondentes a 92% do gado gaúcho. A segunda etapa da imunização naquele ano, encerrada em junho, destinada apenas a terneiros, chegou a 2,2 milhões de cabeças, equivalentes a 91,6% do total de 2,4 milhões de cabeças. A vacinação de terneiros, em 2004, somou 4,9 milhões de bovinos e bubalinos de até 24 meses, equivalentes a 90% do rebanho de terneiros.


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