Rússia anuncia 1ª vacina contra novo coronavírus
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Imagem: Divulgação

SOLUÇÃO?

Rússia anuncia 1ª vacina contra novo coronavírus

Presidente russo afirmou que sua filha já tomou como voluntária
Por: -Leonardo Gottems
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O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou esta terça-feira (11.08) que foi aprovada a “primeira vacina mundial” contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), responsável pela pandemia de COVID-19. De acordo com o chefe de estado, a produção em massa deve começar o mais cedo possível.

Segundo ele, a vacina foi desenvolvida pelo instituto Gamaleya, sediado na capital Moscou, e já foi testada em humanos durante dois meses. “Uma das minhas filhas tomou a vacina. Neste sentido, fez parte da experiência. Depois da primeira dose tinha uma temperatura de 38 graus. No dia seguinte teve 37 graus”, revelou Putin em pronunciamento oficial. 

Após a aprovação do ministério da Saúde russo, a vice-primeira-ministra Tatyana Golikova adiantou à imprensa que a vacina será aplicada primeiramente nos profissionais de saúde no início do próximo mês de Setembro e estará disponível ao público, em regime de voluntariado, no início de janeiro.

A comunidade científica, porém, ainda está cética em relação ao anúncio russo, desconfiando de que possam ter sido suprimidas fases necessárias da testagem. Isso porque a Rússia ainda não publicou dados científicos dos seus primeiros ensaios clínicos em revistas científicas de credibilidade, sendo que a solução russa ainda consta na lista de vacinas candidatas da OMS (Organização Mundial da Saúde) em testes em humanos como estando nos ensaios da Fase 1.

Anthony Fauci, considerado um dos maiores especialista norte-americanos em doenças infecciosas, afirma que oferecer um composto não seguro aos trabalhadores médicos da “linha da frente” pode piorar ainda mais a situação. “E se a vacina começasse a matá-los, ou a colocá-los muito doentes?”, questionou.

Diretora executiva da Associação de Ensaios Clínicos da Rússia, Svetlana Zavidova disse à agência de notícias AP que “são necessários vários anos para desenvolver qualquer medicamento. Vender algo que o [instituto] Gamaleya testou em 76 voluntários durante os ensaios da Fase 1 e Fase 2 como um produto acabado não é sério”.


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