Sadia não exporta há mais de um mês

Agronegócio

Sadia não exporta há mais de um mês

A sadia deixou de exportar desde 4 de julho e aguarda a revisão da decisão
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Depois de receber elogios da missão russa em maio deste ano, a Sadia Oeste, localizada em Várzea Grande (MT), foi surpreendida no dia 4 de julho com um comunicado do Serviço de Supervisão Veterinária e Fitossanitária da Federação Russa suspendendo importações de carne bovina da planta, que tem o Serviço de Inspeção Federal (SIF) número 2015. “Sem qualquer explicação, recebemos a informação de que o comunicado original, aquele que embargou as plantas em maio, teve dois parágrafos modificados. Nosso SIF não estava descredenciado num primeiro momento, mas com a alteração, deixamos de exportar a partir de 4 de julho e aguardamos a revisão da decisão, inclusive uma visita técnica, se for o caso”, explica o diretor de bovinos, Artêmio Listone.

No momento, a suspensão do comércio entre a Sadia Oeste e a Rússia não representa prejuízos financeiros à planta, já que o volume negociado ao mês é de cerca de 500 toneladas. “Temos outros mercados mais atrativos financeiramente, mas não podemos perder nosso credenciamento, mesmo que o volume exportado atualmente não seja tão significativo”, completa Listone.

O diretor conta que no intervalo de maio a julho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) editou uma lista com dez SIFs embargados e encaminhou às autoridades russas sugerindo uma nova visita técnica para que a plantas fossem submetidas a uma nova análise. “Temos feito gestões junto ao Mapa e o Ministério tem tido uma atuação bastante forte. Mato Grosso não tem problemas sanitários e os russos sabem disso. O problema é de documentação errada e de falta de esclarecimentos e até mesmo de protecionismo comercial”, avalia.

Para o diretor, apesar do peso da proibição, fatos como esses ensinam e promovem o amadurecimento do segmento. “Temos de tirar uma lição positiva disso tudo, afinal há dez anos o Brasil exportava 300 mil toneladas ao ano e atualmente são mais de 2,5 milhões. Temos potencial e vamos a cada situação buscando o aprimoramento”.


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