Safra de grãos dos EUA continuam encolhendo com seca histórica
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Agronegócio

Safra de grãos dos EUA continuam encolhendo com seca histórica

O clima seco e quente no Meio-Oeste dos EUA para a próxima semana vai prejudicar ainda mais as condições das lavouras
Por:
CHICAGO (Reuters) - O clima seco e quente no Meio-Oeste dos EUA para a próxima semana vai prejudicar ainda mais as condições das lavouras, diminuindo a produção de soja e milho deste ano, disse um meteorologista agrícola nesta segunda-feira (30-07).

"Parece que temos uma tendência continuada de precipitação abaixo da média no Meio-Oeste para a próxima semana a 10 dias", disse John Dee, meteorologista da Global Weather Monitoring.

As temperaturas nesta semana vão subir para entre 80 e 90 graus Fahrenheit (entre 27 e 32 graus Celsius), com apenas algumas poucas chuvas esparsas no leste nesta segunda-feira e alguma chuva ao final da semana, ele disse.

Chuvas trouxeram algum alívio à seca no norte e no leste do Meio-Oeste, mas em geral as lavouras continuam a sofrer com a pior seca em mais de 50 anos, especialmente no sul e no centro do cinturão de grãos.

A colheita diminuída elevou preocupações sobre a habilidade do maior país exportador de alimentos de abastecer adequadamente processadores de alimentos, criadores de gados e usinas de etanol. A falta de chuva também começou a diminuir as hidrovias e a desacelerar os carregamentos de commodities para exportação nos portos do Golfo do México.

A consultoria Commodity Weather Group (CWG) disse nesta segunda-feira que as chuvas recentes diminuíram as áreas mais secas a cerca de 40 por cento das lavouras de soja no Meio-Oeste para boa parte desta semana.

No entanto, "o retorno de condições mais secas no centro e no sul do cinturão de grão permitirá que a preocupação retorne a pelo menos metade do cinturão", disse o CWG.

Os primeiros contratos da soja e do milho subiam mais de 2 por cento por volta das 10h20 (horário de Brasília) na bolsa de Chicago. A soja tinha alta de 39,50 centavos, a 17,23 dólares por bushel. O milho subia 22 centavos, a 8,2050 dólares por bushel.

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