Safra de Santa Catarina cresce até 27%
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Agronegócio

Safra de Santa Catarina cresce até 27%

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Preços estimulam plantio e produção vai a 6,1 milhões de toneladas.

Santa Catarina vai contribuir com uma boa parcela da estimativa de safra recorde de 112 milhões de toneladas anunciada ontem pelo ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Enquanto a produção nacional deve crescer 16%, em Santa Catarina o aumento pode alcançar até 27%.

O engenheiro agrônomo do Instituto de Pesquisa e Economia Agrícola de Santa Catarina (Cepa), Simão Brugnago Neto, estima uma safra de grãos de 6,1 milhões de toneladas, contra 4,8 milhões do ano passado. Ele atribui esse crescimento ao clima favorável - ao contrário das adversidades da safra passada -, aliado a bons preços dos produtos agrícolas que estimularam um bom plantio. Com isso a produtividade do Estado deve saltar de 3,7 mil quilos por hectare para 4,7 mil quilos.

Um exemplo é o agricultor Olvindo Dalla Costa, de Cordilheira Alta. No ano passado ele foi atingido pela seca e colheu apenas 200 sacas de milho em oito hectares. Para esta safra ele investiu em calcário, triplicou a uréia e aumentou a quantia de adubo.

Como o tempo ajudou ele conseguiu uma boa lavoura e deve colher mil sacas, cinco vezes mais do que no ano passado. “Neste ano a gente fica animado com a lavoura”, disse Dalla Costa. Além disso, o preço do produto, em torno de R$ 20 a saca, é bom e deve aumentar no segundo semestre. Dalla Costa espera, assim, compensar o prejuízo que teve com a suinocultura.

O maior salto catarinense será na produção de milho, cuja estimativa é aumentar de 3,1 milhões de toneladas para 4,1 milhões de toneladas. Na soja, a perspectiva é aumentar de 530 mil toneldas para 668 mil toneladas. No arroz, o aumento é de 922 mil toneldas para 978 mil.

O secretário-geral da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, disse que esta deve ser uma das melhores safras em rendimento para o produtor. Ele também ressaltou que o aumento na produção de soja deve favorecer as exportações do produto e a balança comercial do agronegócio. No entanto, Barbieri faz ressalvas em relação à safra de milho, que deve ser “apertada” para atender a demanda interna, de cerca de 38 milhões de toneladas. O secretário da Faesc reivindica uma política mais forte de incentivo ao plantio do cereal por parte do governo federal.


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