Safra de trigo nos Campos Gerais (PR) deve ser 20% menor

Agronegócio

Safra de trigo nos Campos Gerais (PR) deve ser 20% menor

Com praticamente 50% da produção de trigo colhida na região, os produtores estão com a atenção voltada para a produtividade nas lavouras
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Com praticamente 50% da produção de trigo colhida nos Campos Gerais, os produtores estão com a atenção voltada para a produtividade nas lavouras. No início do plantio (final do mês de maio), o Departamento de Economia Rural do núcleo regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Deral/Seab), estimava 3.200 quilos da cultura por hectare. Com a estiagem, entre julho e setembro, o Deral reviu sua previsão. “A produtividade deverá ficar na faixa de 2.900 quilos por hectare”, calcula o agrônomo Luiz Alberto Vantroba.

De acordo com ele, as chuvas nas últimas semanas não foram suficientes para impedir as perdas. “Tivemos pancadas de chuvas, chuvas isoladas. Alguns produtores na região vão registrar perdas”, observa. O Deral calcula que haverá perda em torno de 20% na produção final. “Teremos números precisos no final da colheita”, explica. A previsão inicial (sem contabilizar as perdas) era de que os Campos Gerais colhessem cerca de 270 mil toneladas de trigo. Com o tempo bom (dias ensolarados), a expectativa é de que o trabalho no campo seja finalizado até o próximo dia 20.

Considerando que o mercado agrícola “está firme”, Vantroba lembra que a cotação em alta influenciou na definição da área de plantio. O trigo ocupa, nesta safra, uma área de aproximadamente 85 mil hectares nos Campos Gerais (18 municípios). O aumento na área é de 37% em relação a da safra de 2006. No ano passado os produtores colheram algo em torno de 160 mil toneladas.

Milho:

Pelos cálculos do Deral, os Campos Gerais estão com 95% da área de milho plantada. A estimativa é de que o cereal ocupe área de 195 mil hectares. Na safra passada, os agricultores plantaram em área de 174 mil hectares. O aumento tem explicação na cotação no mercado. “Os preços estão firmes”, observa o agrônomo.

Se as condições climáticas (sol e chuvas freqüentes) forem favoráveis ao desenvolvimento do milho, a região deverá colher cerca de 1,46 milhão de toneladas. Na última colheita foram 1,30 milhão de toneladas de grãos.

Para Vantroba, as chuvas dos últimos dias amenizaram a situação nas lavouras. “A seca está muito forte. As chuvas aconteceram a partir de setembro e nós estamos no período chamado de "época das águas", comenta. O plantio deverá se encerrar nos próximos dias.


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