Uma safra volumosa não garante um mercado confortável, pois preços, qualidade, demanda e custos variam entre culturas e regiões. A avaliação é de Ricardo Leite, estrategista do agro, ao analisar o cenário atual de grãos, fibras e café.
A Conab projeta a safra brasileira 2025/26 em 358,6 milhões de toneladas, alta de 1,8%, em 83,5 milhões de hectares. A produtividade média prevista é de 4.295 quilos por hectare.
Na soja, a produção pode chegar a 180,3 milhões de toneladas, com exportações de 116,1 milhões e processamento interno de 61,58 milhões. O Indicador CEPEA/ESALQ Paranaguá fechou 26 de junho em R$ 133,87 por saca, avanço de 2,88% no mês.
No milho, a estimativa é de 140,5 milhões de toneladas, sendo 107,9 milhões na segunda safra. A colheita tende a pressionar preços regionais, enquanto câmbio, exportação e logística seguem decisivos. O indicador ESALQ/BM&FBovespa encerrou em R$ 63,45 por saca, queda mensal de 2,25%.


