Santos pede o fim dos leilões e a regularização da oferta de milho
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Agronegócio

Santos pede o fim dos leilões e a regularização da oferta de milho

Preocupação é com a redução da oferta e a alta dos preços
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Preocupação é com a redução da oferta e a alta dos preços 

O aumento constante dos preços do milho, que chegou a R$ 0,50 ao dia desde a semana passada colocou em alerta os produtores de aves e suínos do Rio Grande do Sul. "Com isso, muitos têm optado por segurar o produto para vendê-lo nos leilões do governo, reduzindo a oferta e aumentando o preço", afirma o secretário-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Eduardo dos Santos.

Em reunião em Brasília com representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as lideranças encabeçadas pela Asgav e pelo Sindicato da Indústria de Suínos (Sips) encaminharam um pleito com sugestões de mecanismos para flexibilizar o mercado do milho no Estado e suspender os leilões da Conab. "O governo vai realizar o último leilão nesta semana e a previsão de estoques ficará na casa de 6 milhões de toneladas, o que deverá normalizar o mercado e garantir um preço justo tanto para o produtor quanto para agroindústrias de aves, ovos e suínos", disse Santos.

O presidente do Sips, Rogério Kerber, assegurou que o problema não está ligado ao desabastecimento, mas ao travamento por questões de mercado. "Os indicadores de safras e os estoques atuais mostram a existência de produto", informa. Segundo o dirigente, as dificuldades de clima na Rússia, que sofre com estiagem, tiveram um efeito contaminante nos valores do cereal no mercado externo. Além disso, a previsão de novo ciclo de La Niña também tem refletido no processo de comercialização do cereal.

A intenção, a partir de agora, é acompanhar o comportamento do mercado nos próximos dias e, caso a retenção permaneça, os setores estão ameaçando importar milho da Argentina e do Paraguai. "Podemos comprar milho transgênico e sorgo e acentuar a importação de outros estados", disse Santos. Hoje, o Estado importa cerca de 1,5 milhão de toneladas do cereal - frente a uma produção gaúcha que chegou a 5,5 milhões de toneladas.

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