SC e Rússia retomam negociações sobre embargo
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Agronegócio

SC e Rússia retomam negociações sobre embargo

Em janeiro, governo do Estado vai tentar reabrir exportações de carne suína
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Santa Catarina deve retomar no início de janeiro as negociações com a Rússia para tentar reabrir as exportações de carne suína, embargadas desde 13 de dezembro de 2005.

Nessa sexta-feira (15-12), o secretário de Agricultura, Gelson Sorgatto, esteve reunido em Chapecó com o presidente da Associação dos Criadores de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, e com o deputado estadual Herneus de Nadal, para discutir possíveis ações.

Sorgatto informou que o governador Pinho Moreira voltou a cobrar ação mais forte do Ministério da Agricultura, junto ao governo russo. Apesar de aguardar a negociação entre os governos, Santa Catarina deve retomar em janeiro negociações paralelas para tentar agilizar a liberação dos produtos catarinenses aos russos. O secretário de Agricultura informou que já passou um ano da ocorrência dos focos no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Mas, no entender de algumas lideranças, como o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado (Faesc), Enori Barbieri, o prazo contratual que impede estados vizinhos aos de foco de exportar para a Rússia, venceria em abril, que seria a data de um ano de eliminação dos focos.

Para Gelson Sorgatto e o presidente da ACCS, Wolmir de Souza, o motivo do embargo é o protecionismo do governo russo, pois Santa Catarina era o estado brasileiro que mais exportava carne suína, atingindo 45% do total em 2005.

Souza disse que a esperança de liberação para SC é o aumento no intercâmbio entre o Brasil e Rússia, anunciado nesta semana pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Estado é o único livre de aftosa sem vacinação

O deputado Herneus de Nadal avaliou que a situação do setor produtivo é muito preocupante e que o Itamaraty deve se empenhar mais em mostrar a situação sanitária diferenciada do Estado.

Santa Catarina é o único Estado livre de aftosa sem vacinação e busca o reconhecimento internacional junto a Organização Mundial de Produção Animal. A documentação está sendo providenciada para a reunião que será realizada em maio, em Paris. Caso seja reconhecido o status sanitário diferenciado, Santa Catarina poderia exportar para o Japão e União Européia.


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