Seca afeta produtividade da soja no Paraná
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Agronegócio

Seca afeta produtividade da soja no Paraná

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A falta de chuvas e a permanência de altas temperaturas em importantes regiões produtoras de soja do Paraná, tais como o oeste e o sudoeste, preocupam o setor agrícola do estado. Em algumas dessas áreas não chove há um mês. "Ainda não é possível falar em perdas, mas é importante que essa situação não perdure por muito mais tempo ou teremos problemas", avalia Vera Zardo, agrônoma do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab).

O maior perigo está nas lavouras soja, que se encontram na fase de floração e frutificação. A cultura do milho dessa primeira safra já passou do período crítico e praticamente não preocupa.

A estiagem está sendo verificada nas regiões produtoras dos municípios de Toledo, Campo Mourão, Cascavel, entre outras. De acordo com o Deral, as chuvas no último fim de semana alcançaram apenas o litoral, parte do norte do estado e o centro-sul (Cornélio Procópio e Londrina e de União da Vitória e Guarapuava).

"É bem verdade que regiões como a de Toledo, por exemplo, necessitam de chuvas com urgência, mas o Deral ainda não fez qualquer alteração na sua previsão de safra", garantiu Vera. Alguns produtores de regiões mais críticas já falam em perdas. A avaliação dos técnicos é de que essas perdas possam estar ligadas à redução da produtividade. "A previsão inicial era que de a produtividade em algumas áreas seriam muito altas, superiores a da safra passada. Isso talvez não se confirme nesses casos", disse. Segundo estimativa feita pelo Deral em dezembro, a safra paranaense de soja alcançaria 11,7 milhões de toneladas, 7,6% mais que em 2002/03.

Veranico argentino

A estiagem também afeta as lavouras argentinas. Em Chicago (EUA) os preços dos contratos futuros de soja avançaram por causa das informações de que o clima seco e quente poderá danificar as plantações daquele país produtor. A seca prevalece na maior parte das áreas de cultivo de soja da Argentina, onde a situação também é crucial, uma vez que as plantas encontram-se no período de crescimento. O prognóstico dos meteorologistas é de que nos próximos três ou quatro dias as temperaturas permanecerão em níveis acima da média.

Se o clima é seco demais "perde-se potencial de rendimento", disse Don Roose, presidente e principal executivo da U.S. Commodities, em West Des Moines, estado de Iowa (EUA). "Isso poderá afetar um pouco o fornecimento mundial", no momento em que o abastecimento é limitado nos Estados Unidos, o maior produtor e exportador mundial da oleaginosa.

Chuva em excesso

As fortes tempestades no Mato Grosso, Goiás e em Tocantins, no Centro-Oeste, e no nordeste brasileiro, onde não pára de chover desde o dia 19 (foram registradas precipitações de 103 a 317 mm) estão afetando as plantações de milho e de algodão. Também preocupam as chuvas intensas em Tocantins, Piauí, Maranhão e Ceará, no Norte do país, onde foram comuns precipitações de 51 a 179 mm até ontem.

O clima úmido deste último final de semana foi ao mesmo tempo uma bênção e um golpe de azar para os agricultores brasileiros. O clima produziu acréscimos altamente favoráveis aos níveis de umidade do solo em muitas das principais áreas de cultivo do país. Em algumas regiões, os níveis anormais de umidade interromperam a maturação e a colheita da safra de soja precoce em Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Maranhão.

As intensas podem também elevar o risco de doenças em lavouras de soja. Em São Paulo, as chuvas encharcaram pomares de laranja, lavouras de cana-de-açúcar, algodão e milho. Para os meteorogistas, chove forte até hoje.


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