Seminário debate diversificação em áreas cultivadas com tabaco
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Agronegócio

Seminário debate diversificação em áreas cultivadas com tabaco

O evento também se propõe a criar uma agenda estratégica para potencializar a implementação do projeto no município
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Começou na manhã desta quinta-feira (16), no auditório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília, o Seminário Fortalecimento do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco. A proposta do evento, que segue até as 17h desta sexta (17), é debater a importância de ações conjuntas que solucionem o problema da produção de tabaco em nível nacional e internacional, tendo como referência o projeto piloto implantado no município de Dom Feliciano/RS (1ª fase). O evento também se propõe a criar uma agenda estratégica para potencializar a implementação do projeto no município.

Esteve presente na abertura do Seminário o coordenador de Relações Institucionais e Gestão do Sistema Brasileiro de Ater (Sibrater), do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (DATER) da SAF/MDA, Hur Ben Corrêa da Silva. Em seu discurso, o Coordenador falou de como o crédito diferenciado do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) tem contribuído para o desenvolvimento qualificado do agricultor familiar e disse, ainda, que a discussão proposta é muito importante para o desenvolvimento sustentável no campo. “O fumo está entre as dez culturas que mais geram renda ao agricultor familiar. Apesar disso, a produção de fumo não é uma boa opção de desenvolvimento sustentável. É necessário diversificar sua produção por outras culturas e superar a situação de pobreza na qual se encontram hoje muitas família fumicultoras”, disse Silva.

"O projeto piloto de pesquisa e desenvolvimento de Dom Feliciano pretende diversificar as lavouras de fumo pela avicultura colonial", esclareceu a coordenadora do Programa de Diversificação em Áreas Cultivadas com o Tabaco da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Adriana Gregolin. Segundo Adriana, já foram selecionados os agricultores familiares que serão beneficiados, e parte do recurso já foi disponibilizado. “O nosso objetivo com esse projeto é melhorar a qualidade de vida da população local. Queremos gerar referências que possam ser levadas também para outros países interessados em conhecer nossas ações sobre o tema”, esclarece Adriana.

O Seminário conta com a presença representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Instituto Nacional do Câncer (INCA), da Associação dos Fumicultores do Brasil (FUBRA), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Paraná (EMATER/PR). Além de instituições parceiras do Comissão Interministerial para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ), estudantes, pesquisadores, professores, cooperativas e associações da região Sul.

Projeto Piloto em Dom Feliciano

Em Dom Feliciano, 86% do PIB agrícola é proveniente da fumicultura, fato que causa preocupação, já que o consumo do tabaco causa dependência. Além disso, 78,5% da população reside na zona rural. A partir dessa realidade, surgiu a ideia de criação do projeto piloto de pesquisa e desenvolvimento para a região, uma parceria do MDA, Prefeitura de Dom Feliciano e Embrapa Clima Temperado, no valor de R$ 400 mil.

Ainda na abertura do Seminário, o Prefeito de Dom Feliciano, Clênio Boeira da Silva, disse que a intenção do encontro é estabelecer um debate sereno e responsável sobre a produção do tabaco no Rio Grande do Sul e no Brasil. “Hoje, a realidade da economia no município depende totalmente do tabaco. Nossa pretensão é criar políticas que substituam esse plano de produção gradativamente por outras opções mais sustentáveis e rentáveis para os agricultores, como a produção de alimentos”.

Segundo o prefeito, hoje, mil famílias do município encontram-se com um alto nível de endividamento bancário. “A qualidade de vida dessas famílias é extremamente ruim e tende a piorar se não houver interferência do poder público para que ocorra um desenvolvimento econômico sustentável”, disse.

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