Senador Moka defende plano de longo prazo para safra agrícola

Agronegócio

Senador Moka defende plano de longo prazo para safra agrícola

"Plano Plurianual do Agronegócio” seria lançado a cada quatro anos e não anualmente
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O senador Waldemir Moka (PMDB) defendeu nesta quarta-feira (9), durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, que o Governo federal crie política de longo prazo para as safras agrícolas, chamada por ele de "Plano Plurianual do Agronegócio”, que seria lançado a cada quatro anos e não anualmente.


A sugestão de Moka foi dada a diretores do Banco do Brasil, que foram ao Senado para avaliar a disposição do atual plano safra e discutir o aperfeiçoamento do modelo de política agrícola e as alterações no Manual de Crédito Rural.

O senador lamentou que o Governo continue insistindo no anúncio anual da safra, “sem se atentar de que o agronegócio não tenha um plano agrícola e pecuário de longo prazo”.

“E estamos falando de um setor que baterá recorde de produção em 2011, atingindo 161 milhões de toneladas de grãos, e que é responsável pelo superávit da balança comercial”, argumentou.

Moka destacou o esforço do Governo em executar políticas voltadas à redução de riscos na atividade rural, mas alertou que o modelo atual de seguro prioriza o crédito e não a renda.

“Além disso, é muito restrito e deve ser universalizado, mesmo porque, estando o plano voltado ao crédito, o comprometimento das garantias com dívidas existentes e renegociadas de anos anteriores, é um fator limitador ao acesso aos recursos do crédito rural”, justificou.


O senador também tratou de outro polêmico do setor, que é a renda agropecuária. “Os mecanismos hoje existentes não são eficazes, tampouco eficientes para assegurar renda ao agricultor”, disse.

Moka afirmou que esse problema pode ser constatado pela dificuldade que vem passando também a agricultura familiar, que, segundo ele, mesmo atendida pelo Proagro Mais e o pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), acumula dívidas vencidas e a vencer da ordem de R$ 30 bilhões. “É um problema que precisa ser resolvido o quanto antes”, alertou.

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